Jorge Carvalho diz que descargas no Gorgulho têm origem em habitações
O presidente da Câmara Municipal do Funchal (cmf) afirmou hoje que as descargas registadas na Praia do Gorgulho–Gavinas terão origem em habitações, afastando, com base na informação disponível até ao momento, responsabilidades das unidades hoteleiras existentes naquela zona.
A declaração de Jorge Carvalho surge depois de os vereadores do Juntos Pelo Povo (JPP) terem anunciado, no final da reunião do executivo municipal, que iriam solicitar esclarecimentos à autarquia sobre duas descargas verificadas naquela zona balnear num espaço de 15 dias, alegando preocupações relacionadas com a qualidade das águas e a saúde pública.
JPP pede esclarecimentos sobre descargas na Praia do Gorgulho
Os vereadores do Juntos Pelo Povo (JPP) vão pedir ao presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF), Jorge Carvalho, esclarecimentos sobre a origem das descargas registadas na Praia do Gorgulho – Gavinas, na zona do Lido.
Questionado pelos jornalistas sobre a situação, o presidente da Câmara explicou que se tratam de “descargas que acontecem de habitações” e reconheceu que, apesar da fiscalização, existe dificuldade em identificar a origem de todas as ocorrências.
“Continuamos com o processo de sensibilização, porque há todas as condições para que isso, efectivamente, não ocorra”, afirmou Jorge Carvalho, acrescentando que o município continua a acompanhar e a averiguar a situação.
Sobre a possibilidade de estas descargas terem origem em unidades hoteleiras próximas, o autarca afirmou que os dados recolhidos até ao momento apontam para outra explicação. “Neste momento, os dados apontam para essa situação”, disse, referindo que as unidades hoteleiras acompanhadas “têm cumprido os regulamentos”.
O presidente da Câmara garantiu, contudo, que o processo de acompanhamento se mantém, com vista a apurar a origem das descargas e evitar novas ocorrências.
A questão tinha sido levantada pelo JPP após a identificação de duas descargas na Praia do Gorgulho–Gavinas, a última das quais registada a 26 de Julho. Os vereadores Fátima Aveiro e António Trindade anunciaram que iriam questionar o executivo sobre as acções de fiscalização realizadas, os casos reportados, a origem das descargas e as medidas adoptadas pela autarquia.
Na mesma ocasião, Jorge Carvalho foi também questionado sobre as críticas do vereador independente Jorge Carvalho relativamente a processos pendentes 16 anos após o 20 de Fevereiro.
Jorge Afonso Freitas questiona processos pendentes 16 anos após o 20 de Fevereiro
O vereador independente da Câmara Municipal do Funchal (CMF), Jorge Afonso Freitas, considera que continuam a existir situações relacionadas com a intempérie de 20 de Fevereiro de 2010 sem resposta, 16 anos depois da tragédia que afectou a Madeira.
Jorge Carvalho afirmou que “é estranho” que os vereadores sejam colocados perante essa questão, uma vez que, segundo disse, “os próprios ajudaram a esclarecer precisamente essa condição”.
O presidente da Câmara explicou que estão em causa zonas onde “o risco é iminente” e onde, em alguns casos, “não é possível proceder-se à recuperação dessas habitações”, lembrando que essa avaliação resulta de estudos realizados após a intempérie de 2010.