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Comunidades Madeira

Rui Abreu chega à Venezuela e anuncia duas contas solidárias

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Rui Abreu já está na Venezuela para acompanhar no terreno a situação da comunidade madeirense afectada pelos sismos de 24 de Junho e anunciou a criação de dois mecanismos de solidariedade para apoiar as populações atingidas.

Depois de uma longa viagem, condicionada pela ausência de voos directos da TAP para a Venezuela, o chefe do Gabinete do Presidente do Governo Regional aterrou em Barquisimeto, proveniente do Panamá, seguindo agora para Caracas e La Guaira, onde irá contactar a comunidade, os Conselheiros das Comunidades Portuguesas, a Embaixada de Portugal e o Consulado-Geral.

À chegada, Rui Abreu tinha o conselheiro Martinho Pestana e o director do aeroporto, Carlos Lopez, à sua espera e admitiu que a realidade poderá ser ainda mais dramática do que aquela que tem sido divulgada.

“O cenário que temos visto é devastador, mas aquilo que nos dizem é que ainda é pior do que aquilo que vimos nas imagens”, afirmou, sublinhando que a prioridade passa por “traçar um quadro o mais fidedigno possível” da situação dos madeirenses e lusodescendentes afectados.

No âmbito da resposta regional, Rui Abreu anunciou também a criação de duas contas solidárias. Uma ficará a cargo da Delegação Regional da Cruz Vermelha Portuguesa, destinando-se a apoiar os canais, instituições e respostas consideradas prioritárias pelas entidades no terreno.

A segunda será promovida pelo Conselho da Diáspora Madeirense e vocacionada para o apoio directo às famílias madeirenses afectadas pelos sismos.

Paralelamente, a Direcção Regional das Comunidades e Cooperação Externa irá coordenar toda a campanha de recolha de bens promovida por municípios, associações e outras entidades da Região.

Entre as necessidades mais imediatas já identificadas pelas autoridades no terreno estão material médico de urgência, cirurgia e ambulatório, suturas, antibióticos, medicamentos variados, soros, equipamentos para politraumatismos, bem como material para purificação e armazenamento de água e produtos de higiene.

Os bens e donativos serão articulados com o Governo da República, que assegurará o envio para a Venezuela através dos canais diplomáticos e humanitários.

Rui Abreu é, tanto quanto foi possível apurar, o primeiro membro nomeado de um governo português, nacional ou regional, a deslocar-se à Venezuela após a tragédia, excluindo naturalmente o corpo diplomático.