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Madeira

Albuquerque aponta tecnologia e valorização da produção como futuro da agricultura

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O presidente do Governo Regional defendeu, na Feira Agropecuária da Madeira, que o futuro do sector primário passa por uma agricultura mais tecnológica, com maior valor acrescentado e capaz de garantir melhor rendimento aos produtores.

Miguel Albuquerque considerou que a forte afluência de público ao certame demonstra o interesse crescente pelo sector, salientando que a estratégia do Executivo regional assenta em dois eixos fundamentais: aumentar a qualidade da produção e modernizar a agricultura.

“O sector primário da Madeira tem a ver com dois princípios fundamentais, que são a orientação do Governo: produzir com mais qualidade, melhor preço e rentabilidade para os agricultores e a modernização da agricultura”, afirmou.

Confrontado com as dificuldades apontadas pelos agricultores, nomeadamente a escassez de terrenos e de mão-de-obra, Albuquerque admitiu que esses desafios existem, mas defendeu que a resposta passa pela inovação.

“Nós não vamos nem podemos ter na Madeira uma agricultura intensiva. Temos de ter uma agricultura de tecnologia de ponta, que é o futuro”, sustentou, explicando que “nenhum jovem vai submeter-se ao esforço que os seus antepassados suportavam numa agricultura de grande desgaste físico”

Nesse sentido, destacou o trabalho desenvolvido pela Escola Agrícola e a aposta em unidades de produção tecnologicamente avançadas, sobretudo na horticultura, através da hidroponia e da automatização dos processos.

No sector pecuário, anunciou que continuam em curso investimentos destinados a reforçar a autonomia alimentar da Região.

“Está quase a acontecer nos ovos, vai acontecer também na carne de frango e estamos a desenvolver um conjunto de actividades muito importantes”, referiu.

Albuquerque revelou ainda que está numa fase adiantada o processo de criação de uma marca para a carne bovina produzida na Madeira, assente na raça autóctone.

“Estamos num processo já avançado para termos uma marca da Madeira, baseada na raça terra, que vai criar um produto de valor acrescentado, com preço mais elevado para podermos vender no mercado”, adiantou.

Quanto às pescas, o presidente do Governo lembrou que o sector continua a registar resultados económicos expressivos.

“Basta lembrar a espada. No ano passado tivemos a primeira venda a rondar os 13 milhões de euros. É um valor muito importante”, afirmou, concluindo que o caminho passa por “mais formação, mais tecnologia, melhor produção, melhor qualidade e melhor preço”