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Assembleia Legislativa Madeira

Francisco Jardim Ramos: "O balanço destes 50 anos é muito positivo"

Fotos Rui Silva/Aspress
Fotos Rui Silva/Aspress

O antigo deputado e secretário regional (da Saúde) Francisco Jardim Ramos considerou este domingo que o balanço dos 50 anos da Autonomia e da Assembleia Legislativa da Madeira é "muito positivo", destacando a transformação económica e social da Região ao longo das últimas cinco décadas.

Falando em representação dos agraciados e da Associação dos Ex-Deputados da Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, na sessão solene comemorativa do cinquentenário do parlamento madeirense, Francisco Jardim Ramos começou por agradecer a homenagem prestada aos antigos parlamentares, deixando igualmente uma mensagem de solidariedade para a população da Venezuela e para a comunidade madeirense afetada pelos recentes acontecimentos naquele país.

O antigo deputado saudou a presidente da Assembleia Legislativa, Rubina Leal, pela iniciativa, bem como os anteriores presidentes do parlamento regional, recordando ainda figuras como José Carlos Rodrigues, deputado à Assembleia Constituinte, Emanuel Jardim Fernandes e outros protagonistas da Autonomia já falecidos. Deixou igualmente uma palavra de reconhecimento aos atuais e antigos funcionários da Assembleia.

Na sua intervenção, sublinhou que está a ser elaborado um livro de homenagem a todos os que contribuíram para este trabalho autonómico na 'casa da Democracia', ao longo dos últimos 50 anos, deputados de diferentes origens políticas e ideológicas contribuíram para "construir uma Madeira nova", lembrando que as gerações que participaram nesse processo tiveram a oportunidade de assistir à transformação das ilhas numa região moderna e desenvolvida.

Francisco Jardim Ramos evocou ainda a realidade da Madeira antes da Autonomia, marcada, segundo referiu, por elevados índices de mortalidade infantil, doenças infectocontagiosas, falta de médicos, analfabetismo e isolamento de muitas localidades. Recordou igualmente as famílias que viviam em furnas e o sistema da colónia, que classificou como um resquício de um regime feudal.

O antigo deputado destacou que as profundas mudanças verificadas na Região resultaram do trabalho de várias gerações, mas fez uma referência particular a Alberto João Jardim, que classificou como "o autonomista maior de entre todos", declaração que mereceu uma salva de palmas dos presentes.

Referindo-se ao recurso ao endividamento para concretizar muitas das obras realizadas, Francisco Jardim Ramos sustentou que "valeu a pena", considerando que esse investimento permitiu proporcionar aos madeirenses níveis de qualidade de vida comparáveis aos melhores da Europa.

"O balanço destes 50 anos é muito positivo", afirmou, defendendo que as futuras gerações devem honrar o legado recebido e continuar a defender a Autonomia, que considerou ser uma das características identitárias do povo madeirense.

A concluir, apelou à preservação da "chama da Autonomia", enaltecendo todos aqueles que, ao longo das últimas décadas, contribuíram para afirmar e consolidar o projeto autonómico da Madeira.