Urge sem demora: árvores, jardins e parques
Quando olhamos e vemos a notável Praça do Comércio em Lisboa, reparamos que é duma aridez gritante, revoltante e, no limite, tendo sido ‘criminsamente’ impermeabilizada, não tem uma única árvore nem um banco ao redor, uma desgraça. Malquista obra descaracterizadora daquele espaço fronteiro ao rio Tejo, que hoje no seu perímetro periférico só tem sombras de chapéus de esplanadas - para turistas...
A Europa, nós inclusos, estamos num Continente onde as alterações climáticas gravosas aquecem duas vezes mais que a média global e, que vieram para ficar. Implantadas, sem apelo nem agravo. Que fazer? Plantar muitas, muitas árvores, jardinar na vez de impermeabilizar os solos, criar refúgios climáticos, sobretudo para gente antiga e crianças. Criar de raiz jardins, parques, espaços verdes, que proporcionem ambientes frescos, protectores e com sombras - contra os golpes de calor.
Árvores absorvem o dióxido de carbono, este veneno há em overdose, e restituem oxigénio, além de nos proteger com sombras refrescantes, valendo mais do que o ar condicionado
Vítor Colaço Santos