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Arranque dos exames nacionais do ensino secundário entre as notícias que marcam este dia

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Os exames nacionais do ensino secundário arrancam hoje com quase metade dos 166 mil alunos inscritos a realizar a prova de Português, que continua a ser feita em papel, mas será corrigida, pela primeira vez, em formato digital.

Às 09:30, mais de 81 mil estudantes deverão começar a fazer o exame nacional do 12.º ano de Português, o mais concorrido por ser o único obrigatório para concluir o ensino secundário.

Começa assim a 1.ª fase dos exames nacionais, que continuam a ter peso na conclusão do secundário e na nota de acesso ao ensino superior, sendo esperados mais de 73 mil rapazes e quase 93 mil raparigas ao longo dos próximos dez dias de provas.

Dos 166.339 inscritos, 93.596 (56%) disseram que o seu objetivo era candidatar-se ao ensino superior, segundo os dados do Ministério da Educação.

Mas também é dia de exame nacional para os alunos do 11.º ano, já que às 14:00 começa a prova de Economia A, para a qual estão inscritos pouco mais de 17 mil estudantes.

Este ano, uma das grandes novidades será a forma de avaliar as provas. Ao contrário do que se chegou a prever com a transição digital total, os exames continuam a realizar-se em papel, mas as provas serão corrigidas em formato digital.

Os alunos vão continuar a escrever as respostas à mão, mas em vez das tradicionais folhas de exame as respostas serão dadas em folhas específicas que serão digitalizadas para que os professores corretores possam corrigir e avaliar na plataforma digital.

Hoje, também é notícia:

CULTURA

Um ciclo de conferências dedicado a Luís de Camões e uma exposição de obras de 30 artistas são inauguradas hoje, na Academia Nacional de Belas Artes, em Lisboa, no âmbito das comemorações dos 500 anos do nascimento do poeta.

As iniciativas têm início na sede da Academia Nacional de Belas Artes (ANBA) com a presença do comissário-geral das Comemorações Nacionais dos 500 Anos do Nascimento de Luís de Camões, José Augusto Cardoso Bernardes.

O programa começa às 15:00 com um ciclo de conferências dedicado à vida, obra e legado cultural de Camões, reunindo vários membros da academia, nomeadamente os professores Vítor Serrão, Fernando António Baptista Pereira, Rui Vieira Nery, Manuel Couceiro da Costa e Paulo Monteiro, que vão abordar diferentes perspetivas sobre a importância histórica, artística e cultural do autor de "Os Lusíadas".

Às 17:30 será inaugurada a exposição "Camões na Academia", na galeria da ANBA, reunindo trabalhos de pintura, desenho, gravura, escultura, medalhística e banda desenhada, inspirados na figura e herança cultural do poeta.

DESPORTO

A França, campeã mundial em 2018 e 'vice' em 2022, vai estrear-se no Campeonato do Mundo de futebol 2026 frente ao Senegal, na sua terceira participação consecutiva, um embate que reedita, em East Rutherford, o jogo de abertura de 2002.

Há 24 anos, o Senegal 'escandalizou', ao vencer os então campeões mundiais em título por 1-0, tendo a França acabado o Grupo A no último lugar e sido afastada.

A formação orientada por Didier Deschamps é favorita, tal como a Noruega, que é uma das candidatas a revelação da prova, depois de uma qualificação perfeita, com dois 4-1 à Itália. Os noruegueses defrontam na estreia o Iraque, em Foxborough, pelas 18:00 (23:00 em Portugal).

O Irão, na sua sétima participação, é outra das seleções a ser seguida, devido ao conflito com um dos anfitriões do Mundial, os Estados Unidos, o que fez com que a sua seleção fosse 'desviada' para o México, tendo de viajar para os Estados Unidos para cumprir os seus jogos e regressar logo de seguida. Na ronda inaugural, mede forças com a Nova Zelândia, que vai para a terceira presença e primeira desde 2010, num confronto entre duas seleções que, neste contexto de três possíveis apurados, podem sonhar com os 16 avos de final.

O Mundial de futebol de 2026 começou na quinta-feira e prolonga-se até 19 de julho, nos Estados Unidos, no México e no Canadá.

ECONOMIA

Os credores da Sicasal reúnem-se em assembleia no tribunal de Sintra para apreciar e votar o plano de insolvência que prevê a venda da empresa de carnes à Portral, por 11,5 milhões de euros.

O plano, apresentado ao juízo de Comércio do Tribunal de Sintra pelo administrador da insolvência, Jorge Calvete, inclui a venda de "imóveis, equipamentos, viaturas, marcas, stocks, clientela e demais ativos afetos à exploração" da Sicasal.

O plano prevê também um "corte" de 76,2% da dívida detida pelos credores comuns (bancos e fornecedores), passando estes a receber apenas 23,8% do montante dos seus créditos, estimados em 34,7 milhões de euros.

Na prática, deverão receber cerca de 8,2 milhões de euros, sofrendo perdas de 26,5 milhões de euros.

Só aos bancos, a dívida da Sicasal é superior a 20 milhões de euros, sendo os maiores credores o BCP (7,5 ME), Caixa Geral de Depósitos (4,3 ME), Novo Banco (3,3 ME), Abanca (2,7 ME) e BEI (2,3 ME, que são reclamados pelo BCP).

Aos trabalhadores, à Autoridade Tributária e à Segurança Social, está previsto o pagamento integral dos créditos no valor de 2,3 milhões de euros.