Saiba o que hoje é notícia
Duas manifestações saem hoje à rua, nas cidades de Lisboa e Porto, para lembrar as vítimas de racismo e da xenofobia em Portugal e homenagear Alcindo Monteiro, assassinado no Bairro Alto, em junho de 1995.
"Alcindo Monteiro tornou-se um símbolo de uma luta que continua: a luta contra o racismo em Portugal. Lembramos também tantas outras vítimas que perderam a vida ou sofreram violência devido ao racismo e à xenofobia", refere o apelo da Frente Anti-Racista, que organiza a manifestação em Lisboa, em conjunto com várias entidades.
Com a designação "Dia 10 de junho, Dia de luta antirracista", a manifestação seguirá, ao início da tarde, da Rua Garrett até o Largo do Carmo, onde vai ser lido o apelo, que já foi subscrito por mais de 30 entidades, de acordo com a organização.
No Porto, a concentração está prevista para a Praça do Marquês, pelas 14:00.
Hoje, também é notícia:
CULTURA
O Museu de Conímbriga, em Condeixa-a-Nova, acolhe a partir de hoje a primeira edição do Conímbriga Forum Jazz Fest, com uma programação que inclui música, teatro, poesia e visitas guiadas.
Até domingo, o festival acontece sob o mote "O despertar de uma nova harmonia", com organização da Associação Festival das Artes QuebraJazz, em parceria com a Câmara de Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, e a Museus e Monumentos de Portugal.
O festival arranca com um concerto de Max Moon, um coletivo a que se juntará Bruno Pernadas, ao qual se seguirá Rumo Trio, que reúne Mário Delgado, Paulo Bandeira e Nelson Cascais.
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A ópera "Relicário Perpétuo", de Luís Tinoco, estreia-se hoje, no Teatro Camões, em Lisboa, sob a direção musical da maestrina Joana Carneiro, encerrando as comemorações do V Centenário de Luís Vaz de Camões.
Com libreto da escritora Luísa Costa Gomes e encenação de Nuno Carinhas, a ópera é apresentada pelo Teatro Nacional de S. Carlos como "uma tragicomédia sobre o mito e o homem", que se "afasta da homenagem estática para questionar a própria autoridade do cânone e a forma como a história cristalizou o poeta".
A ópera é a resposta a um desafio feito pela Estrutura de Missão para as Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões ao Organismo de Produção Artística (Opart)/TNSC, que resultou "numa criação que celebra a língua portuguesa".
O elenco é constituído pelo tenor Rodrigo Carreto, os barítonos André Henriques e André Baleiro, as sopranos Mariana Fabião, Andrea Conangla e Camila Mandillo e o ator João Lourenço Delgado, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa.
DESPORTO
A seleção portuguesa de futebol cumpre hoje o último teste antes do Mundial2026 de futebol, com uma receção à Nigéria em Leiria, num jogo em que o selecionador Roberto Martínez apenas terá a baixa de Rafael Leão.
Já disponíveis vão estar Nuno Mendes, Vitinha, João Neves e Gonçalo Ramos, que se apresentaram mais tarde por terem disputado e vencido a Liga dos Campeões pelo Paris Saint-Germain, bem como Matheus Nunes, que não defrontou o Chile no passado sábado devido a questões físicas.
Depois de ter sido expulso nesse encontro de preparação, Rafael Leão é a única ausência confirmada no segundo encontro da história com a Nigéria, depois de, em 2022, a equipas das 'quinas' ter goleado por 4-0, em Alvalade.
O Portugal-Nigéria está agendado as 20:45, no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, e terá como árbitro o espanhol Mateo Busquets.
ECONOMIA
O IGCP realiza hoje dois leilões de Obrigações do Tesouro (OT) a nove e a 18 anos, com um montante indicativo global entre 1.000 milhões de euros e 1.250 milhões de euros.
Num comunicado, o IGCP - Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública indicou que as OT a serem leiloadas -- 'OT 0,9% 12out2035' e 'OT 4,1% 15fev2045' - são em 12 de outubro de 2035 (nove anos e quatro meses) e em 15 de fevereiro de 2045 (18 anos e 8 meses).
No anterior leilão comparável a 10 anos, realizado em abril, o IGCP colocou 755 milhões de euros em 'OT 3,25% 13Jun2036' à taxa de 3,452%, enquanto a procura se cifrou em 1.545 milhões de euros, 2,05 vezes o montante colocado.
INTERNACIONAL
A União Europeia e a Coreia do Sul reúnem-se hoje em Bruxelas para reforçar a cooperação económica, tecnológica e de segurança.
A 11.ª cimeira entre a União Europeia (UE) e a Coreia do Sul deverá, segundo uma fonte europeia, mostrar a "importância do multilateralismo e de diversificar relações no atual contexto geopolítico internacional".
Tanto a UE como a Coreia do Sul, históricos aliados de Washington, têm enfrentado tensões crescentes com a administração Trump, com ameaças de imposição de tarifas e questionamentos sobre os compromissos de segurança dos Estados Unidos.
A Coreia do Sul é o oitavo parceiro comercial da UE e os europeus são o maior investidor direto estrangeiro no país asiático.
Os dois blocos deverão estabelecer um conjunto de acordos em várias áreas, da energia à segurança, passando pela tecnologia, incluindo um novo acordo na área digital, que visa complementar e expandir o acordo de livre comércio assinado em 2011.
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O Papa Leão XIV prossegue hoje a visita a Espanha em Barcelona, com uma cerimónia dedicada à basílica da Sagrada Família e ao arquiteto que desenhou o templo e que é uma das marcas da cidade catalã, Antoni Gaudi.
A Sagrada Família passou este ano - que coincide com a do centenário da morte de Gaudí, a ser a igreja católica mais alta do mundo, com a conclusão da Torre de Jesus, que o papa vai hoje abençoar e inaugurar formalmente, durante uma missa na basílica.
A conclusão da construção da Sagrada Família deverá, porém, demorar ainda vários anos, segundo a comissão que gere o projeto.
Neste quarto dia de viagem a Espanha, Leão XIV vai ainda ter um encontro com presos numa cadeia de Barcelona e visitar o santuário de Montserrat, antes de seguir para as ilhas Canárias, onde estará na quinta e na sexta-feira.
SOCIEDADE
As pessoas com deficiência saem hoje à rua, em Lisboa, com uma marcha para assinalar o Dia Europeu da Vida Independente, numa iniciativa que pretende celebrar a deficiência como expressão da diversidade humana e reivindicar os direitos que ainda estão por garantir.
Segundo a organização, a 'Marcha pela Vida Independente' regressa às ruas pelo nono ano consecutivo num "momento particularmente crítico para os direitos das pessoas com deficiência em Portugal, coincidindo com a celebração dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa".
"Neste ano simbólico, marcham mais uma vez por um país que se sonhou em 1976 e que ainda não se concretizou", explica a convocatória da associação CVI - Centro de Vida Independente.
A convocatória da 'Marcha pela Vida Independente 2026' destaca três pontos urgentes: o risco de introdução de uma condição de recursos no acesso à Assistência Pessoal e a necessidade de inclusão de uma verba em sede do Orçamento do Estado para este serviço, garantindo a sua universalidade; o desfasamento da nova Estratégia para os Direitos das Pessoas com Deficiência 2026-2030 face às reais necessidades e o perigo do pacote laboral para as vidas das pessoas com deficiência.