Irão e Nova Zelândia empatam a dois no SoFi Stadium
Elijah Just adiantou os neozelandeses e Ramin Rezaeian restabeleceu a igualdade antes do intervalo
No SoFi Stadium, em Inglewood, Irão e Nova Zelândia abriram o Grupo G com um empate a duas bolas, num jogo em que os 'All Whites' estiveram duas vezes em vantagem, mas viram a 'Team Melli' responder sempre que foi preciso
A Nova Zelândia entrou melhor e precisou de apenas sete minutos para inaugurar o marcador. Num lançamento longo, Chris Wood ganhou as costas da defesa iraniana e serviu Elijah Just, que finalizou com precisão para bater Alireza Beiranvand. O golo deu confiança ao conjunto da Oceânia, que continuou por cima nos minutos seguintes, com Sarpreet Singh e o próprio Wood a desperdiçarem boas ocasiões para ampliar.
O Irão foi crescendo ao longo da primeira parte. Aos 23 minutos, Mehdi Taremi carregou pelo meio e, da entrada da área, atirou ao poste, o aviso mais sério de uma equipa que ganhava território. O empate acabou por surgir aos 32: na sequência de uma bola na área, Ramin Rezaeian apareceu para igualar e devolver o jogo à estaca zero ainda antes do intervalo.
A história repete-se na segunda parte
Se a primeira parte teve um guião, a segunda copiou-o quase à letra. Logo aos 54 minutos, a Nova Zelândia voltou a passar para a frente: numa troca de passes dentro da área com Chris Wood, Elijah Just recebeu a devolução e rematou colocado para o seu bis: duas assistências de Wood, dois golos do extremo.
A reacção iraniana foi, mais uma vez, imediata. Aos 64 minutos, Saman Ghoddos encontrou Rezaeian na direita e o lateral cruzou para a cabeça de Mohammad Mohebbi. A bola ainda tocou no poste antes de entrar, mas valeu o 2-2 que fixaria o resultado final. Rezaeian fechava assim uma exibição de gala: um golo marcado e a assistência para o segundo.
Até final, o Irão foi quem mais teve bola, sem conseguir furar a organização defensiva adversária. A Nova Zelândia ainda ameaçou a reviravolta nos instantes finais, com um remate de cabeça de Chris Wood travado por Beiranvand. Ficou-se pelo empate.
Duas selecções à procura de história
O empate sabe a pouco para ambos os lados, mas tem leituras diferentes. A Nova Zelândia regressa a uma fase final 16 anos depois, na sua terceira presença em Mundiais, e continua à procura da primeira vitória de sempre na prova, soma agora sete jogos sem ganhar em fases finais. Ainda assim, o conjunto orientado por Darren Bazeley provou que tem argumentos para incomodar qualquer adversário deste grupo.
Já o Irão, na sua sétima participação em Mundiais, mantém em aberto o velho objectivo de passar, pela primeira vez, a fase de grupos. A equipa de Amir Ghalenoei chegou aos Estados Unidos com pouco ritmo competitivo, já que o campeonato iraniano está suspenso desde Fevereiro devido à instabilidade regional, o que ajuda a explicar alguma falta de fluidez no último terço. O encontro teve, de resto, uma carga simbólica acrescida, com a comitiva iraniana a competir em solo norte-americano num contexto de fortes tensões geopolíticas entre os dois países.
Grupo G totalmente em aberto
Na outra partida do grupo, a Bélgica e o Egipto também empataram, por 1-1. O resultado deixa as quatro selecções igualadas com um ponto à entrada para a segunda jornada, um cenário que promete duas rondas finais em aberto, em que tudo se pode decidir nos detalhes e na diferença de golos.
O que se segue
O Irão segue agora para dois desafios de elevada exigência: defronta a Bélgica a 21 de Junho e fecha a fase de grupos diante do Egipto a 27 de Junho. Pelo caminho cruzar-se-ão também os destinos da Nova Zelândia, que terá pela frente esses mesmos dois adversários nas próximas jornadas. Com tudo empatado, a segunda jornada arranca já como uma espécie de "final antecipada" para as quatro selecções.
Ficha do jogo
Irão 2-2 Nova Zelândia Mundial 2026, Grupo G (1.ª jornada) — SoFi Stadium, Inglewood (Los Angeles)
Golos: Elijah Just (7' e 54'), para a Nova Zelândia; Ramin Rezaeian (32') e Mohammad Mohebbi (64'), para o Irão.
*Este conteúdo foi gerado com auxílio da Inteligência Artificial, com edição posterior do editor-executivo João Filipe Pestana