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Guerra no Irão Mundo

Irão responderá a qualquer ataque ou ameaça

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O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou hoje que a República Islâmica "não deixará sem resposta qualquer ataque ou ameaça", após forças norte-americanas terem voltado a bombardear o país em retaliação pelo abate de um helicóptero.

"As nossas poderosas Forças Armadas não deixarão sem resposta qualquer ataque ou ameaça", afirmou o ministro Abbas Araghchi na rede social X.

Washington, adiantou Aragchi, está a "testar a determinação" de Teerão, "apesar das suas derrotas no campo de batalha".

"Saiam da nossa região se quiserem estar em segurança", acrescentou o ministro dos Negócios Estrangeiros da República Islâmica.

Após as forças norte-americanas anunciarem na noite de terça-feira um ataque de retaliação contra a República Islâmica, foram registadas explosões na ilha iraniana de Qeshm (sul) e na costa junto do Estreito de Ormuz, noticiaram os media locais, que deram conta do sobrevoo da zona por aviões de combate.

A agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irão, reportou explosões na província de Hormozgan (sul) e na região de Sirik, além da ilha de Queshm.

A televisão estatal informou entretanto, pouco antes das 23:45 de Portugal continental, que o ataque foi interrompido, após uma série de bombardeamentos.

"A situação está agora calma", relatou a televisão estatal, citada pela agência AFP.

O Comando Central das Forças Armadas norte-americanas (CENTCOM) anunciou esta noite, numa "resposta proporcional à agressão injustificada" da República Islâmica, o início de ataques "de autodefesa" contra o Irão, a partir das 17:00 do leste dos Estados Unidos (22:00 de Portugal continental).

Um responsável norte-americano citado pela AP confirmou na terça-feira que o helicóptero do Exército norte-americano que caiu ao largo da costa de Omã na véspera registou "uma colisão" com um 'drone' iraniano.

As forças norte-americanas têm imposto no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo, um bloqueio aos portos iranianos.

Após o abate do helicóptero, o principal negociador iraniano e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, recorreu à rede social X para referir que Teerão prefere a "linguagem da diplomacia", mas que também fala "outras línguas com muito mais fluência".

"Se não cumprires os teus compromissos, passaremos a usar aquilo que sabemos fazer melhor", ameaçou Ghalibaf.

Estados Unidos e Irão trocaram alguns ataques desde o cessar-fogo acordado há dois meses, mas nos últimos dias o conflito escalou com trocas de ataques entre Israel e a República Islâmica, que mantém a ameaça à navegação de e para os portos de países vizinhos, impedidos de exportar petróleo por aquela via estratégica do Golfo Pérsico.

Os ataques diretos entre Israel e o Irão cessaram na segunda-feira, mas o cessar-fogo permanece, no entanto, frágil.

Antes de serem conhecidas as causas da queda do helicóptero Apache, Trump afirmou que a diplomacia norte-americana se encontrava na fase dos "últimos esforços" para chegar a um acordo com o Irão para pôr fim ao conflito no Golfo, iniciado a 28 de fevereiro com o ataque israelita e norte-americano contra a República Islâmica.

"Estamos a dar os últimos passos para o que será um acordo muito, muito bom", afirmou Trump já esta madrugada, estimando um prazo de "dois a três dias" para que o acordo fosse concluído.

Os mediadores, liderados pelo Paquistão, têm vindo a tentar há semanas chegar a um acordo. No entanto, tanto o Irão como os Estados Unidos têm assumido posições intransigentes.

Washington quer que o Irão renuncie ao seu 'stock' de urânio enriquecido, que se acredita ainda estar enterrado no país após os ataques aéreos nprte-americanos na guerra de 12 dias em 2025.

Teerão recusa-se a fazê-lo e exige o alívio das sanções. Também quer a libertação dos ativos congelados, antes mesmo de um acordo final entrar em vigor, o que Trump rejeita.