Curiosidades do futebol que o povo desconhece

Num recôndito cantinho da Terra existe um pequeno País com muitas caraterísticas semelhantes ao resto do mundo, mas com uma ou outra particularidade que nos apraz realçar.

Neste caso trata-se particularmente do futebol, do modo como as provas mais importantes são concebidas, dirigidas e, sobretudo, são encontrados os respetivos vencedores.

Por exemplo, o campeonato principal daquele país consta de quase duas dezenas de participantes, mas para vencê-lo só três clubes o podem fazer, salvo exceções honrosas, diríamos mesmo, milagrosas.

E, presumivelmente, inspirado no signo chinês, a dois desses privilegiados clubes deram-lhe a alcunha de Dragão e Leão e ao outro - talvez por ser símbolos em outros países – apelidaram-no de Águia.

De modo que, os grandes, verdadeiros e únicos privilegiados para vencer as principais competições de futebol, são exatamente o Dragão, o Leão e a Águia.

Os outros clubes estão ali para comporem o ramalhete, ou seja, o campeonato, e como prova de consolação lá lhes permitem que se classifiquem para provas secundarias a nível internacional. Aos outros, coitados, sobra-lhes a alternativa de poderem lutar para se manterem no escalão onde estão, evitando a despromoção

Porém, as surpresas e as paradoxais mudanças, relativamente a outros campeonatos disputados pelo mundo fora, não ficam por aqui. Quem determina os destinos dos clubes, quanto aos resultados e consequentes classificações, são uns seres divinais conhecidos por “Deuses do Apito”.

Eles é que ditam , em cada época, quem será o campeão ou vencedor dos mais importantes troféus e quem se classifica para as secundárias provas internacionais, assim como os que se mantêm nas ligas e os que são despromovidos.

Mas isto não acontece por má-fé, por deliberada intenção, mas – vejam lá o paradoxo – pelos erros que cometem!

Concluindo, o campeão, os vencedores das outras provas, não são encontrados por serem os melhores, mas por terem sido os mais beneficiados pelos erros dos tais “deuses do apito” ao longo das respetivas competições.

O mesmo acontece em relação aos apurados para as provas internacionais. Aos restantes, coitados, resta-lhes a alternativa de lutarem para se manterem no escalão onde estão, evitando a despromoção. Em qualquer circunstância, todos dependem dos erros dos “deuses do apito”

Porém, esta diabólica prática não é de ontem ou de hoje, mas atravessa décadas, ao ponto de já haver quem achasse mal e criasse um milionário sistema de ajuda aos *deuses do apito* de modo que estes tivessem menos erros.

Todavia, não tem resultado em cheio, presumivelmente, por avaria da aparelhagem ou deficiência visual dos operadores.

Só assim se explica que se detete irregularidades de 3 cm e não se veja faltas que atingem proporções tão graves e que são tão visíveis até pelas pessoas que usam pequenos aparelhos em suas casas.

- No momento que redigíamos este apontamento dão-nos conta de que naquele país acaba de acontecer um milagre desportivo. Um clube pequeno de orçamento de tostões acaba de vencer um troféu a um desses clubes privilegiados de orçamento de milhões.

Será que Deus já se intrometeu no malfadado futebol daquele triste País? Tomara que sim!

Juvenal Pereira