Hamas confirma morte do seu líder militar em bombardeamento contra Gaza
O grupo islamita Hamas confirmou hoje a morte do seu líder militar, Mohammed Odeh, num bombardeamento israelita realizado na terça-feira contra a Cidade de Gaza, uma semana após a sua nomeação para o cargo.
O Hamas declarou que Odeh "alcançou os mais altos escalões da 'jihad' e do sacrifício", sublinhando que deixa "uma nova página de orgulho e dignidade com o seu sangue", segundo o jornal palestiniano 'Filastin'.
O grupo palestiniano apelou ainda à população para participar no seu funeral e de vários membros da sua família mortos no bombardeamento na Cidade de Gaza, reiterando ainda que a morte de Odeh "afirma a continuidade do caminho da resistência".
Hoje, mais cedo, o Exército israelita e o Shin Bet --- o serviço de segurança interno de Israel --- indicaram numa declaração conjunta que Odeh foi "eliminado" no bombardeamento, no qual "foram atacados vários edifícios no coração da Cidade de Gaza que serviam de refúgio" para o grupo islamita.
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou nas redes sociais que Odeh "se juntará aos seus cúmplices nas profundezas do inferno", acrescentando que é o quarto líder da ala militar do Hamas a ser morto desde 07 de outubro de 2023.
Katz felicitou as Forças de Defesa de Israel (FDI) e o Shin Bet pela "brilhante execução" do bombardeamento, reiterando que Israel "prometeu eliminar todos aqueles que lideraram o massacre de 07 de outubro" de 2023, quando o Hamas invadiu o território israelita e matou mais de 1.200 pessoas.
"Nós o vamos fazer. Todos eles estão marcados para morrer, onde quer que estejam", ameaçou Katz.
O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, informou na terça-feira que pelo menos 906 pessoas morreram e 2.747 ficaram feridas em ataques israelitas desde que o acordo de cessar-fogo com Israel entrou em vigor em 10 de outubro de 2025. Entretanto, mais de 72.800 pessoas morreram e 172.800 ficaram feridas desde a ofensiva israelita lançada após os ataques do Hamas em 2023.