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Eleições do Hamas para escolher novo líder político obrigam a segunda volta

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O grupo islamita palestiniano Hamas realizou uma votação para eleger o novo líder político, mas o resultado foi inconclusivo, pelo que será realizada uma segunda volta, anunciou hoje o movimento.

Após o assassínio dos principais líderes por Israel em 2024 - Ismail Haniyeh, no Irão, e o sucessor Yahya Sinwar, na Faixa de Gaza --, o Hamas passou a ser liderado por um comité interino de cinco membros.

"O Hamas realizou eleições para escolher o líder do movimento. O resultado não foi definido na primeira volta, pelo que será realizada uma segunda volta mais tarde, de acordo com os regulamentos e leis do movimento", indicou o grupo em comunicado.

Desde o início do ano que vários órgãos de comunicação social palestinianos noticiaram que o Hamas se preparava para eleger um novo líder e que o anúncio da identidade ia ocorrer durante o período do Ramadão (entre fevereiro e março), mas a organização não se tinha pronunciado até hoje.

Segundo 'media', como o jornal israelita Yedioth Ahronoth, os dois principais candidatos à liderança do Hamas são Khalil al-Hayya, atual chefe da delegação negocial do grupo, e Khaled Meshaal, que liderou o Hamas de 2004 a 2017.

No início de maio, o canal libanês Al Akhbar informou que, no âmbito do processo eleitoral interno do movimento, Al-Hayya tinha sido designado como líder do Hamas em Gaza, Zaher Jabarin na Cisjordânia e Meshaal no estrangeiro.

O exército israelita confirmou a morte do chefe do braço armado do Hamas na Faixa de Gaza, Ezzedine al-Haddad, considerado um dos principais arquitetos dos ataques de 07 de outubro de 2023 no sul de Israel.

Cerca de 1.200 pessoas morreram nos ataques e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 72 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelos islamitas palestinianos, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.

Apesar do cessar-fogo iniciado em 10 de outubro de 2025, morreram na Faixa de Gaza devido a bombardeamentos e outras operações israelitas mais de 850 pessoas.