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Nas "próximas horas" país ultrapassará um total de 500 libertações

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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse esta sexta-feira que, nas "próximas horas" será superado o total de 500 libertações de presos políticos, depois de garantir que esta semana já foram libertados 395.

"Sei que vamos superar as 500 libertações nas próximas horas", assegurou a chefe de Estado num ato transmitido pelo canal estatal Venezolana de Televisión (VTV).

Rodríguez assinalou que estes presos a serem libertados são casos que não estavam enquadrados na lei de amnistia, promulgada em fevereiro passado, pelo que tiveram "um processo distinto", através da Comissão da Revolução Judicial e do Programa para a Paz e a Convivência Democrática.

Além disso, a presidente interina disse que através destas duas entidades foram feitas consultas com ONG e universidades, que não especificou quais, que os levaram a um processo "até agora de 395 libertações".

Delcy Rodríguez pediu ao Programa para a Paz e Convivência Democrática que se concentre neste trabalho para poder continuar a analisar o sistema de justiça penal.

Esta sexta-feira, as ONG apelaram às autoridades da Venezuela para que cumprissem com as 300 libertações de presos políticos prometidas para esta semana, depois de os registos de diversas organizações indicarem que os presos libertados representavam perto de 10% daquele total.

As organizações defensoras dos direitos humanos dão números diversos sobre o total de presos políticos libertados.

Segundo a Justiça, Encontro e Perdão, cerca de 43 presos foram libertados esta semana após o anúncio do presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, que assegurou que 300 pessoas sairiam da prisão antes desta sexta-feira.

No entanto, a ONG Foro Penal, líder na defesa legal destes detidos, assegurou na rede social X que as libertações desta semana se mantêm em 38.

 As novas libertações ocorreram paralelamente às concedidas através da lei de amnistia, aprovada em fevereiro passado, que beneficiou mais de 8.000 pessoas, muitas das quais estavam em liberdade condicional.

Entre os novos libertados estão três funcionários da extinta Polícia Metropolitana de Caracas, que foram condenados a 30 anos de prisão por fatos relacionados com a falhada tentativa de golpe de Estado contra o antigo Presidente da Venezuela Hugo Chávez (1999-2013) em 2002.

Delcy Rodríguez anunciou estas medidas num momento em que a oposição e ONG exigem uma investigação com apoio internacional sobre a morte na prisão do preso político Víctor Quero, que o Governo informou no passado dia 07 de maio, após 16 meses de denúncias sobre o seu desaparecimento por parte da sua mãe, Carmen Navas, que tinha falecido no domingo anterior.