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Aldeias de Crianças SOS defendem reforço da prevenção de situações de perigo junto das famílias

FOTO DR
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perigo junto das famílias, após serem divulgados dados que mostram uma subida do número de sinalizações.

"Perante o agravamento destas situações, torna-se essencial reforçar respostas de proximidade, acompanhamento continuado e apoio técnico especializado junto das famílias", precisa as Aldeias de Crianças SOS, uma organização sem fins lucrativos, em comunicado.

De acordo com o Relatório de Atividades 2025 das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ), publicado na quarta-feira, as CPCJ registaram 94.743 processos em 2025, dos quais 60.250 eram novos e 34.493 transitaram de anos anteriores, refletindo uma "tendência estrutural de crescimento" de 29% nos últimos quatro anos.

As tipologias de perigo mais frequentes são a negligência e a violência doméstica, seguidas dos comportamentos de perigo e das situações relacionadas com o direito à educação, segundo o relatório das CPCJ, que visam promover os direitos da criança e do jovem e prevenir ou pôr fim a situações que possam afetar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral.

A negligência incidiu sobretudo na primeira infância, enquanto os comportamentos de perigo registaram maior expressão na adolescência.

Para as Aldeias de Crianças SOS, os dados apresentados mostram que o país "continua a falhar na prevenção da negligência, da violência doméstica e do apoio precoce às famílias".

Esta organização chama atenção para "uma excessiva fragmentação nas respostas dirigidas à infância vulnerável, dificultando intervenções consistentes, continuadas e centradas nas necessidades das crianças".

"Precisamos de respostas mais terapêuticas, próximas e capazes de reparar o impacto da violência, da negligência e da instabilidade na vida das crianças", disse a diretora-geral das Aldeias de Crianças SOS, Guida Bernardo, citada no comunicado da organização presente em mais de 130 países.

Guida Bernardo defendeu ainda "uma aposta consistente e de forma estruturada em políticas que coloquem as crianças no centro das decisões".

Em Portugal desde 1964, as Aldeias de Crianças SOS trabalha na proteção de crianças e jovens e no fortalecimento das famílias, através de respostas que procuram prevenir situações de perigo, apoiar a parentalidade, promover contextos seguros de crescimento e garantir que cada criança possa desenvolver-se com amor, respeito e segurança.