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Madeira

Número de devedores nas Sociedades não Financeiras e nas Famílias cresceu

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Foto Shutterstock

No final do 1.º trimestre de 2026, o saldo do volume de empréstimos concedidos a Sociedades não Financeiras (SNF) era de 1 756,7 milhões de euros, menos 5,9 milhões de euros (-0,3%) do que no final de Dezembro de 2025 e menos 11,3 milhões de euros (-0,6%) do que em Março de 2025. Os dados hoje divulgados pela Direcção Regional de Estatística da Madeira, com base nas informações do Banco de Portugal, mostram que "o número de SNF com empréstimos era de 5,2 mil, ligeiramente acima dos 5,1 mil de um ano antes".

Além disso, o rácio de crédito vencido destas sociedades manteve-se inalterado face ao final de Dezembro de 2025, situando-se em 1,0% no final de Março de 2026. Contudo, em termos homólogos, registou um aumento de 0,2 p.p. A nível nacional, este indicador fixou-se em 1,9% no mesmo período, valor idêntico ao observado no trimestre anterior e no trimestre homólogo.

No que respeita ao crédito malparado das Sociedades não Financeiras com sede na Região, o valor ascendia a 17,7 milhões de euros no período em referência, correspondendo a um decréscimo de 0,2 milhões de euros face a Dezembro de 2025 e a um aumento de 2,9 milhões de euros relativamente a Março do ano anterior.

A percentagem de devedores do sector das SNF com empréstimos vencidos situava-se em 13,7% no final de Março de 2026, valor inferior à média nacional (14,4% no mesmo período). Em termos homólogos, este indicador registou um aumento de 0,3 p.p. na Região, em linha com a variação observada no País.

Já no que concerne às Famílias e Instituições sem Fins Lucrativos ao Serviço das Famílias (ISFLSF), assistiu-se a um aumento homólogo de 281,3 milhões de euros (+9,1%) no saldo dos empréstimos concedidos, que atingiu 3.370,7 milhões de euros no final do 1.º trimestre de 2026. Quando se compara o saldo actual com o do trimestre precedente, observa-se um aumento de cerca de 86,8 milhões de euros (+2,6%). A análise detalhada revela que 73,7% daquele saldo se referia ao segmento da habitação, enquanto os restantes 26,3% diziam respeito ao consumo e outros fins.

No trimestre em referência, o rácio de crédito vencido neste sector institucional situava-se em 1,0% (0,7% no País), registando um aumento de 0,1 p.p. em termos homólogos e de 0,2 p.p. face ao final de Dezembro de 2025. No segmento da habitação, manteve o valor de Dezembro de 2025 (0,1%), inferior ao do País (0,2%). Já no segmento do crédito ao consumo e outros fins este indicador ascendeu aos 3,2%, valor que supera em 0,7 p.p. o registado a nível nacional (2,5%).

Relativamente aos empréstimos vencidos, estes totalizavam 32,0 milhões de euros, dos quais 3,4 milhões de euros respeitavam ao segmento da habitação e 28,6 milhões de euros ao consumo e outros fins. Em termos globais, registou-se uma variação de +20,3%, tanto em termos homólogos como face ao trimestre anterior.

Quanto ao número de devedores do sector institucional das Famílias e ISFLSF, cresceu face ao trimestre homólogo para os 105,4 mil (+1,9 milhares; +1,8%), dos quais 43,1 mil correspondiam a devedores com crédito à habitação (+0,3 milhares; +0,7%) e 90,0 mil a devedores com crédito para consumo e outros fins (+1,7 milhares; +1,9%). A percentagem de devedores (famílias e ISFLSF) com empréstimos vencidos na RAM situava-se, no final do 1.º trimestre de 2026, em 6,5% na RAM e 7,6% em Portugal. Em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o rácio aumentou 0,4 p.p. na RAM e 0,2 p.p. no País.

Depósitos crescem nas Sociedades não Financeiras e nas Famílias

No final do 1.º trimestre de 2026, os depósitos das famílias e ISFLSF atingiram os 4.506,3 milhões de euros, correspondendo a um aumento homólogo de 4,0% e a uma subida trimestral de 0,9%.

No sector das SNF, os depósitos ascenderam a 2.150,1 milhões de euros, o que representa uma variação homóloga de +16,1% e um aumento de 2,6% face ao final do trimestre anterior.

Por sua vez, o saldo de depósitos dos emigrantes manteve a tendência decrescente, fixando-se em 122,8 milhões de euros, no final de março de 2026, traduzindo uma redução homóloga de 21,1% e uma diminuição trimestral de 2,1%.