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Madeira

Câmara do Porto Moniz exige calendário para obra nas escarpas do Seixal

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Foto Arquivo / ASPRESS

A Câmara Municipal do Porto Moniz reagiu às declarações do secretário regional dos Equipamentos e Infraestruturas, Pedro Rodrigues, sobre as intervenções previstas nas escarpas sobranceiras ao Seixal, defendendo que a população “merece mais respeito” e exigindo um calendário concreto para a execução da obra.

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Em comunicado, a autarquia afirma ter recebido “com surpresa e expectativa” o anúncio do governante, considerando que a intervenção anunciada “chega tarde”, contradiz declarações anteriores do presidente do Governo Regional e surge apenas após “as manifestações populares do povo do Porto Moniz e dos seus legítimos representantes”.

O executivo municipal refere que solicitou uma audiência ao presidente do Governo Regional pouco mais de um mês após a tomada de posse, para abordar, entre outros assuntos, a segurança nas escarpas da via expresso entre o Seixal e São Vicente, acrescentando que o pedido “até hoje” não foi atendido. A Câmara diz ainda ter solicitado reunião ao secretário regional, esperando agora que o encontro permita “clarificar os assuntos indicados”. A autarquia recorda que os alertas para o perigo naquela zona “são antigos” e sublinha que a população “não pode estar sujeita à roleta russa da permanente queda de pedras, à espera que mais uma fatalidade aconteça”.

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Segundo o município, o Governo Regional chegou a apresentar um projecto para intervenção no local, avaliado em cerca de cinco milhões de euros e inscrito nos mapas de investimento plurianual entre 2017 e 2022, mas o investimento “desapareceu” em 2023.

O comunicado refere ainda que, no espaço de um mês, ocorreram duas derrocadas naquela via. Após a primeira, acusa a Câmara, o Governo Regional rejeitou avançar com a obra por alegada falta de verbas, tendo anunciado agora uma nova intervenção após a segunda ocorrência.

Perante o anúncio do Executivo madeirense, a autarquia defende que o mais importante é que seja definida “uma janela temporal concreta” para a realização da empreitada, evitando que o processo se limite “à apresentação de mais um projecto, de mais um estudo, de mais um investimento sem concretização no terreno”.

A reacção surge depois de Pedro Rodrigues ter anunciado, esta manhã,  “importantes intervenções” nas escarpas sobranceiras ao Seixal e de ter criticado declarações da oposição e do presidente da Câmara do Porto Moniz, Olavo Câmara, relativamente ao processo.