Presidente da Câmara do Porto Santo critica ARM por falta de planeamento nas obras
O presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, Nuno Batista, veio a público esta segunda-feira, através de uma publicação na rede social Facebook, criticar a forma como a Águas e Resíduos da Madeira (ARM) tem conduzido as obras de renovação de infraestruturas na ilha, alertando para os “enormes transtornos” causados a residentes, empresários e turistas.
O autarca reconhece a necessidade das intervenções em curso, que incluem a renovação de redes de água, saneamento e a requalificação de vias, mas é contundente na crítica à execução: “A forma como muitas destas obras têm sido conduzidas tem causado enormes transtornos a residentes, empresários e a quem nos visita. E essa realidade não pode ser ignorada”.
Nuno Batista dá assim voz às queixas de dois grupos particularmente afectados. “Os empresários têm razão quando alertam para as dificuldades no acesso aos seus estabelecimentos, para a quebra de movimento e para os prejuízos que estão a sentir”, escreve, acrescentando que “os moradores têm razão quando se queixam da demora, da falta de informação e dos danos provocados nas viaturas”.
O próprio autarca admitiu ter sido pessoalmente prejudicado pelas condições das estradas, revelando que furou pneus, tal como aconteceu a muitos porto-santenses ao longo destes meses. Para Nuno Batista, este facto demonstra que “o problema é real e está a afectar diariamente quem vive e trabalha na nossa ilha”.
Entre as principais falhas apontadas pelo presidente da câmara à empresa pública do Governo Regional está a ausência de comunicação com a população. Nuno Batista considera fundamental que exista comunicação permanente com comerciantes, moradores e utilizadores das vias, explicando prazos, soluções e fases das intervenções, sublinhando que não pode existir apenas uma voz institucional a defender o processo.
O autarca apela ainda a “melhor planeamento, maior celeridade na execução das obras e uma articulação muito mais eficaz entre todas as entidades envolvidas”, defendendo que “governar também é saber ouvir quem está no terreno, perceber os impactos reais das decisões e agir para minimizar os prejuízos causados à população”.
Nuno Batista conclui com um apelo claro: o Porto Santo precisa das obras, mas precisa igualmente que elas sejam feitas com organização, coordenação e respeito pelas pessoas, tendo como objectivo final melhorar a qualidade de vida dos porto-santenses sem deixar ninguém para trás durante o processo.