Haverá melhorias de serviço no aeroporto de Lisboa no próximo mês
O ministro das Infraestruturas e Habitação afirmou hoje, em Coimbra, que haverá melhorias no serviço do aeroporto de Lisboa no próximo mês, com a conclusão das obras de alargamento da zona de chegadas.
Questionado sobre os atrasos registados no controlo de fronteiras nos aeroportos portugueses, Miguel Pinto Luz afirmou que o Governo "está a fazer todos os esforços, junto da Comissão [Europeia] mas também internos, para resolver essa situação".
Na área das infraestruturas, o ministro deu nota de que estão a ser concluídas obras no Aeroporto de Lisboa, "no sentido de alargar a zona de chegadas".
"É nisso que estamos a trabalhar e nós acreditamos que nas próximas semanas, no próximo mês, podemos ter melhor qualidade de serviço", vincou.
Miguel Pinto Luz reconheceu que o sistema de entradas e saídas (EES) "tem problemas reais que estão a colocar constrangimentos" nos aeroportos e a pôr em causa a "imagem internacional de Portugal".
"Estamos disponíveis [...] para, sempre que for necessário, suspender a biometria, porque há um princípio básico. Nós não podemos pôr em causa o serviço prestado pelos aeroportos, não podemos pôr em causa a imagem do país e, portanto, sempre que for necessário e que se verifique um congestionamento ou que as máquinas ou os servidores não estão a funcionar, será suspenso", acrescentou.
O controlo de fronteiras no aeroporto do Porto registou tempos de espera superiores a duas horas, admitiu a Polícia de Segurança Pública (PSP), que negou, no entanto, notícias sobre esperas de seis horas.
A PSP disse que o tempo máximo de espera no domingo, "com picos de tempos de espera entre as 09:00 e as 12:00, nunca foi superior a 100 minutos em Faro, 110 minutos em Lisboa e 130 minutos no Porto".
Num comunicado divulgado no domingo à noite, a PSP justifica os atrasos com razões técnicas e informáticas e com "elevada dimensão de passageiros fora do Espaço Schengen".
Os três aeroportos controlaram cerca de 69 mil passageiros em voos vindos de fora do espaço Schengen, notou a polícia.
Já hoje, o primeiro-ministro mostrou-se insatisfeito com a atuação dos serviços de controlo de fronteiras devido às longas filas de espera nos aeroportos e disse que se a situação continuar admite suspender a recolha de dados biométricos.
"Eu não escondo que estamos [Governo] insatisfeitos com aquilo que tem sido a resposta dada por parte dos serviços de fronteira nos aeroportos, em particular, no de Lisboa. Vamos levar este esforço até ao fim até ao limites para podermos ultrapassar a situação", afirmou Luis Montenegro.
O primeiro-ministro, que falava durante a inauguração das obras de estabilização do paredão de Moledo, em Caminha, num investimento de 180 mil euros, assegurou que o Governo irá tomar medidas mais duras, se a situação a isso obrigar.