Escola da Ribeira Brava promove iniciativas de literacia marítima e sustentabilidade
A Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, através da coordenação do Projecto Mare Nostrum – Escola Azul, promoveu, nos dias 13 e 14 de Abril, um conjunto de iniciativas destinadas aos alunos do 8.º A, com o objectivo de reforçar a literacia marítima e sensibilizar para a preservação ambiental.
Em nota emitida, a coordenação do projecto explica que as acções estão inseridas “no âmbito de uma educação orientada para a sustentabilidade”, procurando estimular a consciência ambiental junto dos estudantes.
No dia 13 de Abril, realizou-se a palestra 'Economia Circular', dinamizada pela Agência Regional para o Desenvolvimento da Investigação, Tecnologia e Inovação. A sessão abordou a necessidade de transição para modelos económicos mais sustentáveis, “inspirados no funcionamento dos ecossistemas naturais, onde os recursos são valorizados e o desperdício é minimizado”.
A iniciativa incluiu ainda uma componente participativa, com trabalhos de grupo em áreas como energia, alimentação e transportes. Segundo a organização, os alunos foram desafiados a propor “medidas concretas para a preservação das matérias-primas e redução do desperdício”, promovendo o pensamento crítico.
No dia seguinte, 14 de Abril, os estudantes participaram numa visita de estudo aos Laboratórios de Investigação Pesqueira e à Lota do Funchal, onde contactaram com a realidade do sector das pescas e com a investigação científica marinha.
Durante a visita, observaram processos de análise do pescado, incluindo a detecção de toxinas, bem como estudos sobre a biologia e ecologia das espécies marinhas da região. Na lota, acompanharam as etapas de processamento e leilão, sendo salientada “a importância dos mecanismos de controlo de qualidade, da inspeção sanitária rigorosa e da transparência na comercialização”.
Segundo a coordenação do projecto, as entidades “funcionam de forma articulada, contribuindo para a sustentabilidade dos recursos marinhos, a segurança alimentar e a valorização do pescado”.
A mesma fonte agradeceu ainda a colaboração das entidades envolvidas, considerando o seu contributo “fundamental para a formação de alunos mais conscientes, críticos e participativos face aos desafios ambientais contemporâneos”.