Empresas da Madeira cresceram 7,6% e superaram média nacional
As 500 maiores empresas da Madeira aumentaram o volume de negócios em 7,6% em 2025, superando o crescimento de 5,9% registado pelo conjunto do tecido empresarial regional e de 5,3% a nível nacional. Os números foram apresentados por António Barreiros, director comercial da Informa D&B, knowledge partner da iniciativa '500 Maiores e Melhores Empresas da Madeira', e confirmam o desempenho acima da média das principais empresas da Região. Em conjunto, estas 500 empresas movimentaram cerca de 4,4 mil milhões de euros, empregaram mais de 29 mil trabalhadores e geraram aproximadamente 1,5 mil milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto (VAB). As vendas ao mercado externo atingiram 213 milhões de euros.
A análise evidencia que o crescimento não se limita ao último exercício. Entre 2021 e 2025, o volume de negócios agregado das 500 maiores empresas aumentou 78,8%, contra 56,7% no conjunto do tecido empresarial da Madeira e 36,7% a nível nacional. Trata-se de uma evolução apurada a preços correntes, que corresponde a um crescimento médio anual próximo dos 16% no grupo das maiores empresas regionais.
Em 2025, a margem líquida das 500 maiores empresas situou-se nos 18,5%, acima dos 15,5% registados no conjunto das empresas da Madeira e dos 7,6% da média nacional. Isto significa que, por cada 100 euros de volume de negócios, as maiores empresas da Região obtiveram, em termos agregados, cerca de 18,5 euros de resultados líquidos.
Apesar desta vantagem, a margem líquida recuou face aos 19,5% registados em 2024. Também a rentabilidade do capital próprio diminuiu, de 17,3% para 15,6%, mantendo-se, ainda assim, acima dos valores regional (11,5%) e nacional (9,4%).
O crescimento das vendas apresentou diferenças significativas entre sectores. A indústria registou a maior subida, de 22,7%, seguida do retalho, com 21,4%. O comércio grossista avançou 13,9%, os serviços gerais 11,9% e a construção 8,7%. Em sentido contrário, as actividades imobiliárias sofreram uma quebra de 3,4%, enquanto as tecnologias da informação e comunicação apresentaram uma ligeira redução de 0,2%.
Na caracterização das empresas, António Barreiros destacou o peso do retalho, alojamento e restauração, construção e comércio grossista, quatro áreas que concentram cerca de dois terços das 500 maiores empresas e do respectivo volume de negócios.
O estudo identifica ainda 11 empresas com um volume de negócios superior a 50 milhões de euros e 51 com pelo menos 100 trabalhadores. Cerca de 61% das empresas têm mais de 20 anos de actividade, enquanto 20% apresentam uma estrutura de gestão familiar.
A internacionalização continua, contudo, limitada. Apenas 12% das empresas desenvolvem negócios no mercado externo, que representa 4,8% do volume de negócios agregado das 500 maiores.
Na avaliação da solidez financeira, a Informa D&B conclui que cerca de 77% das empresas avaliadas apresentam níveis de resiliência elevados ou médio-altos, enquanto aproximadamente 37% obtêm classificações elevadas ou médio-altas nos indicadores ambientais, sociais e de governação (ESG).