Ó MAI, ó MAI, abre a porta e sai
Vergonha é o que hoje sinto das instituições e da democracia neste país. Vivemos debaixo de ditadores que mandam e desmandam Portugal a seu belo prazer, com a cumplicidade de organismos que nos deviam defender.
Se tivéssemos um país que funcionasse, já estes “srs” políticos que proferiram certas declarações - provocações baratas - na televisão, promovendo esta violência sobre os cidadãos, já estavam no olho da rua: seja o Primeiro Ministro, seja o MAI, sejam chefes de polícia... Mesmo a nível regional aqui e ali se houve declarações políticas como: “isso aqui não vai acontecer”!
Estamos a ser atacados em direitos e liberdades fundamentais, como o direito de estar na rua, de estar juntos, de manifestar alegria, tristeza ou descontentamento, seja de mãos livres, empunhando um cartaz, ou montando uma simbólica tenda... Temos o direito (e até o dever) a resistir perante ordens mal dadas e perante a injustiça crescente - o que por si só, é mais uma razão para lutarmos de forma a garantir um melhor futuro para todos nós.
Será provavelmente um Natal triste, numa população já desmotivada com o que nos tem presenteado o PM Montenegro, o MAI Neves, a PSP, Tribunais e Justiça Portuguesa - que passa anos com processos dos “colarinhos branco” na gaveta, mas num dia vem renegar a própria lei e condenar cidadãos por lutarem pelos seus direitos.
Perante o desprezo e desdém manifestado em declarações públicas pelos que justamente se manifestam na via que é pública, pelo incentivo e uma cegueira pouco convincente, de que quem não tem visto a violência policial que tem existido - e que noite após noite tem sido renovada - só posso dizer: sai MAI Neves, e leve o amigo PM.
PS. A caminho devolva os sofás e a TV.
Duarte de Sousa Melim