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PSP pediu interdição do espaço aéreo em Lisboa para impedir uso de drones

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A PSP pediu a interdição do espaço aéreo da zona da manifestação e da acampada de Lisboa no sábado para impedir o uso indiscriminado de drones, salvaguardando os dos órgãos de comunicação social, esclareceu a PSP.

Numa nota enviada à Lusa, a Polícia de Segurança Pública (PSP) justificou que "o pedido apresentado pela PSP à Autoridade Aeronáutica Nacional se enquadra exclusivamente nas necessidades de segurança associadas à operação policial, tendo como principal objetivo assegurar a coordenação dos voos de aeronaves não tripuladas (drones) na área em causa, prevenindo eventuais incidentes resultantes da sua utilização simultânea e não coordenada".

O pedido da polícia destinou-se à zona abrangida pela "operação de segurança a realizar no dia 31 de outubro de 2026", em Lisboa, dia para o qual os porta-vozes da acampada marcaram uma nova manifestação entre o Largo Luis de Camões e o Rossio, seguida de concentração nesta praça.

A polícia acrescentou ainda que "nunca foi intenção da PSP limitar ou impedir o exercício da atividade dos órgãos de comunicação social, designadamente no que respeita à utilização de drones para efeitos de cobertura jornalística do evento".

Nesse sentido, "os voos devidamente autorizados", como os solicitados pelos órgãos de comunicação social para acompanhamento e registo da iniciativa, poderão ser realizados, mediante a necessária articulação e coordenação com as entidades competentes, de forma a garantir a segurança de todos os intervenientes", acrescentou.

Na nota, a polícia referiu ainda que "já procedeu aos esclarecimentos necessários junto da Autoridade Aeronáutica Nacional, reforçando que a finalidade desta medida é assegurar uma utilização coordenada e controlada do espaço aéreo, evitando a utilização indiscriminada destes equipamentos por outros operadores".

Segundo a polícia, "esta medida visa exclusivamente salvaguardar as condições de segurança da operação policial, não colocando em causa o direito à informação nem o normal exercício da atividade dos órgãos de comunicação social".