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Madeira

Crédito concedido na Madeira subiu 28,8% em 2025 e atingiu 724 milhões de euros

Foto Depositphotos
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As instituições financeiras a operar na Região Autónoma da Madeira concederam 724 milhões de euros em novos créditos durante 2025, mais 28,8% do que em 2024. No mesmo período, foram celebrados 56.022 contratos, envolvendo 39.442 pessoas, correspondendo a aumentos anuais de 3,4% e 1,7%, respectivamente. Segundo os dados divulgados hoje pela Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM), todas estas variáveis atingiram os valores mais elevados da série estatística de 2021 a 2025.

O crédito à habitação própria permanente concentrou 49,7% do montante total concedido, seguindo-se o crédito pessoal, com 21,5%, o crédito automóvel, com 13,7%, o outro crédito à habitação, com 5,4%, os cartões de crédito, com 4,8%, e os outros créditos, igualmente com 4,8%.

A análise das características sociodemográficas dos devedores revela diferenças significativas em função da idade, do sexo, da situação profissional, das habilitações literárias e da nacionalidade.

As pessoas dos 18 aos 35 anos representaram 35,4% do total de devedores, mas concentraram 44,2% do montante contratado. No grupo dos 36 aos 45 anos, as proporções foram de 22,8% e 27,4%, respectivamente. Em sentido inverso, as pessoas dos 56 aos 65 anos corresponderam a 13,6% dos devedores, mas a apenas 7,5% do financiamento, enquanto os indivíduos com 66 ou mais anos representaram 6,7% das pessoas e 2,7% do montante.

A distribuição por sexo manteve-se relativamente equilibrada, com os homens a representarem 51,1% das pessoas que contraíram crédito e as mulheres 48,9%. Em termos de montante contratado, a diferença foi ligeiramente superior: os homens concentraram 52,2% do total, contra 47,8% das mulheres.

Os trabalhadores por conta de outrem representaram 65,7% dos devedores e concentraram 75,4% do montante contratado. Os trabalhadores por conta própria corresponderam a 4,2% das pessoas e a 6,3% do financiamento, enquanto os reformados representaram 6,2% dos devedores e 2,3% do montante.

Por nível de escolaridade, predominaram as pessoas com ensino secundário, que representaram 44,3% dos devedores, seguindo-se as que possuíam ensino superior, com 25,5%, e as que tinham habilitações inferiores ao ensino secundário, com 13,1%. Contudo, em termos de financiamento, as pessoas com ensino superior concentraram mais de metade do montante total, correspondendo a 50,5%, enquanto as que possuíam ensino secundário representaram 34,2%.

A população estrangeira reforçou o seu peso no acesso ao crédito. Em 2025, representou 5,3% das pessoas que contraíram financiamento, acima dos 4,7% registados em 2024. Considerando o montante contratado, a proporção aumentou de 6,3% para 7%.

Entre os devedores estrangeiros, considerando o número de pessoas e o conjunto das modalidades de crédito, destacaram-se os cidadãos venezuelanos, que representaram 23% do total, seguidos dos brasileiros, com 11,9%, dos nepaleses, com 8,6%, e dos naturais do Bangladeche, com 8,1%.

Crédito à habitação aumenta 49,4%

Em 2025, foram celebrados 2.064 contratos de crédito à habitação própria permanente, envolvendo 2.813 pessoas e um montante de 360 milhões de euros.

O valor contratado aumentou 49,4% face a 2024, enquanto o número de pessoas que recorreram a esta modalidade de financiamento cresceu 20,4% e o número de contratos aumentou 18,3%. Apesar desta recuperação, os 2.064 contratos permaneceram abaixo dos 2.207 registados em 2021.

Mais de metade dos devedores tinha entre 18 e 35 anos, grupo que representou 56% do total, uma proporção 10,1 pontos percentuais superior à observada em 2024. As pessoas dos 36 aos 45 anos corresponderam a 28,1% dos devedores.

Ao contrário do que se verificou no conjunto das modalidades de crédito, as mulheres tiveram uma ligeira predominância no financiamento à habitação própria permanente, representando 51,2% das pessoas, contra 48,8% dos homens.

Os trabalhadores por conta de outrem corresponderam a 81,1% dos devedores. Por sua vez, as pessoas com ensino superior representaram 56,4% do total de quem recorreu a esta modalidade.

A população estrangeira correspondeu a 6,7% das pessoas que contraíram crédito à habitação própria permanente. Entre estes devedores, destacaram-se os cidadãos venezuelanos, com 19,8%, seguidos dos ucranianos, com 10,7%, dos brasileiros, com 7,5%, e dos russos, com 7%.

Crédito pessoal soma 156 milhões de euros

O crédito pessoal atingiu 156 milhões de euros em 2025, mais 13,9% do que no ano anterior. Foram celebrados 22.100 contratos, um crescimento de 3,9%, envolvendo 16.728 pessoas, mais 2,4% do que em 2024.

As pessoas dos 18 aos 35 anos constituíram o grupo mais representativo, correspondendo a 31,3% dos devedores. Seguiram-se os grupos dos 36 aos 45 anos, com 24,3%, e dos 46 aos 55 anos, com 23%.

A distribuição por sexo foi praticamente equilibrada: as mulheres representaram 50,1% das pessoas que recorreram ao crédito pessoal e os homens 49,9%. Contudo, em termos de montante contratado, os homens concentraram 54,4% do total, contra 45,6% das mulheres.

Os trabalhadores por conta de outrem representaram 72,8% dos devedores. Quanto às habilitações literárias, metade possuía ensino secundário, correspondendo a 50,4%, enquanto 22,9% tinham ensino superior.

Os cidadãos estrangeiros representaram 2,6% do total de pessoas que contraíram crédito pessoal. Entre estes, a nacionalidade venezuelana foi a mais representada, correspondendo a 34,4% dos devedores estrangeiros nesta modalidade.

Crédito automóvel cresce 11,2% para 99 milhões de euros

Em 2025, as instituições financeiras celebraram 6.483 contratos de crédito automóvel, envolvendo 7.320 pessoas e um montante total de 99 milhões de euros. Face a 2024, o valor contratado aumentou 11,2%, enquanto o número de contratos cresceu 6,8% e o número de pessoas envolvidas aumentou 4,4%.

As pessoas dos 18 aos 35 anos continuaram a constituir o grupo etário mais representativo, correspondendo a 36,8% dos devedores. Seguiram-se os indivíduos dos 36 aos 45 anos, com 24,2%, e os dos 46 aos 55 anos, com 22,9%.

Nesta modalidade de crédito, os homens tiveram uma predominância mais acentuada do que no conjunto do financiamento. Representaram 57,8% das pessoas que recorreram ao crédito automóvel, contra 42,3% das mulheres. Em termos de montante contratado, os homens concentraram 58,4% do total, enquanto as mulheres representaram 41,6%.

Os trabalhadores por conta de outrem corresponderam a 69,3% dos devedores de crédito automóvel. Por nível de escolaridade, predominaram as pessoas com ensino secundário, que representaram 44,1% do total, seguindo-se as que possuíam ensino superior, com 21,2%.

A população estrangeira representou 2,7% das pessoas que recorreram ao crédito automóvel. Entre estes devedores, os cidadãos venezuelanos voltaram a destacar-se, correspondendo a 45,1% do total de estrangeiros que utilizaram esta modalidade de financiamento.

Cartões de crédito envolvem 18.386 pessoas

Em 2025, foram celebrados 20.746 contratos associados a cartões de crédito, envolvendo 18.386 pessoas, num montante total de 35 milhões de euros. Face a 2024, o valor contratado manteve-se inalterado, mas o número de contratos diminuiu 2,9% e o de pessoas recuou 4,3%.

Apesar de representarem apenas 4,8% do montante total do novo crédito concedido, os cartões de crédito continuaram a abranger uma proporção elevada dos devedores e dos contratos. Esta modalidade correspondeu a 46,6% das pessoas que contraíram crédito e a 37% do total de contratos celebrados.

As pessoas dos 18 aos 35 anos representaram 40,6% dos utilizadores de cartões de crédito. Os homens corresponderam a 51,2% do total, recuperando uma ligeira predominância face às mulheres, que representaram 48,8%.

Os trabalhadores por conta de outrem constituíram 59,3% dos devedores, menos 2,3 pontos percentuais do que em 2024. Quanto às habilitações literárias, predominavam as pessoas com ensino secundário, com 41,5%, seguindo-se as que possuíam ensino superior, com 26,1%.

A população estrangeira representou 6,3% das pessoas que recorreram a cartões de crédito, mais um ponto percentual do que no ano anterior. Entre estes devedores, destacaram-se os cidadãos venezuelanos, com 21,7%, os brasileiros, com 10,7%, os naturais do Bangladeche, com 10,6%, e os nepaleses, com 7,8%.

Os dados integram a actualização da série retrospectiva da autoridade estatística regional relativa à caracterização sociodemográfica das pessoas que contraíram crédito junto das instituições financeiras a operar na Região Autónoma da Madeira, abrangendo o período de 2021 a 2025.