JPP pede uma Ponta do Sol moderna, mas sem esquecer as raízes
Maria José Gonçalves, do JPP, defendeu durante a sessão solene do Dia do Concelho que o desenvolvimento da Ponta do Sol não pode fazer-se à custa da identidade do concelho, nem deixar para segundo plano os problemas mais simples que condicionam diariamente a vida da população.
“Antes de qualquer obra, projecto ou modernice, existe uma coisa que nunca podemos esquecer: um município é feito pelas pessoas”, afirmou, destacando aqueles que mantêm as tradições, cuidam das terras e preservam a cultura local.
Maria José Gonçalves reconheceu que os tempos mudaram e que a tecnologia, os novos projectos e as novas ideias fazem parte da evolução da sociedade. Advertiu, contudo, que a modernização não pode levar o poder local a desvalorizar necessidades básicas das freguesias.
“O município não é apenas aquilo que aparece. O município também é aquilo que se faz todos os dias, muitas vezes sem se dar conta: uma estrada arranjada, um caminho limpo e seguro ou um problema resolvido numa freguesia”, sustentou.
A representante do JPP lembrou que, para quem reside nos sítios mais afastados, o mau estado de uma estrada ou de um caminho representa uma dificuldade quotidiana nas deslocações para o trabalho, para a escola ou no regresso a casa.
“Uma pequena melhoria pode fazer uma grande diferença”, vincou, defendendo que uma terra também se constrói através do cuidado colocado nas intervenções mais simples e menos mediáticas.
Maria José Gonçalves apelou igualmente à preservação da identidade da Ponta do Sol, considerando que o concelho possui costumes, memórias e uma forma própria de viver que devem ser respeitados.
“Não devemos ter medo do futuro, mas também não podemos esquecer as nossas raízes”, declarou, acrescentando que a Ponta do Sol será mais forte se continuar ligada aos valores que sempre a caracterizaram, como o trabalho, as tradições e a união entre as pessoas.
A intervenção terminou com um apelo a quem exerce responsabilidades públicas para que mantenha a proximidade com a população e preste atenção aos problemas que, embora possam parecer pequenos, têm impacto directo na qualidade de vida.
“A Ponta do Sol merece crescer e ter futuro, mas merece crescer sem perder aquilo que a torna diferente”, concluiu, desejando que o concelho continue a ser uma terra onde valha a pena “viver, criar família e envelhecer com orgulho”.