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Chega denuncia alegadas burlas a turistas nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro

Deputado madeirense Francisco Gomes pede intervenção urgente da PSP e das entidades gestoras dos aeroportos. Não aborda a temática na Madeira

Foto DR/CH
Foto DR/CH

O deputado do Chega (CH) na Assembleia da República Francisco Gomes pediu uma intervenção urgente da PSP e das entidades responsáveis pela gestão aeroportuária perante denúncias de alegadas burlas, transporte ilegal e intimidação de passageiros nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, com particular incidência no Aeroporto Humberto Delgado.

Segundo informações transmitidas ao parlamentar, divulgadas em nota de imprensa nesta segunda-feira, indivíduos que se apresentam como prestadores legítimos de serviços de transporte ou táxi estarão a angariar passageiros de forma ilegal, tendo como principais alvos turistas estrangeiros, mulheres e pessoas mais idosas.

De acordo com as denúncias, diz o deputado, algumas das vítimas terão sido posteriormente confrontadas com cobranças de centenas de euros por deslocações de curta distância. Francisco Gomes afirma ainda ter recebido relatos de situações envolvendo ameaças e recurso a armas, considerando que os casos poderão configurar matéria criminal.

"Existem indivíduos a fazer-se passar por taxistas, a escolher turistas mais vulneráveis e a cobrar centenas de euros por trajetos curtos. Estamos perante uma situação gravíssima, com ameaças e recurso a armas, que constitui matéria criminal e exige uma resposta imediata", afirma o deputado.

O parlamentar sustenta que alguns dos indivíduos estarão identificados e que determinadas ocorrências terão ficado registadas nos sistemas de videovigilância dos aeroportos. Por esse motivo, exige que a PSP e as entidades responsáveis pela gestão aeroportuária esclareçam quais as medidas adotadas e defende um reforço imediato da fiscalização nos três aeroportos.

"Não é aceitável existirem denúncias, indivíduos identificados e imagens de videovigilância e o problema continuar. Os aeroportos de Lisboa, Porto e Faro não podem transformar-se em territórios onde determinados indivíduos, que todos sabem quem são, pensam que podem agir à margem da lei", afirma Francisco Gomes.

O deputado considera ainda que as alegadas situações podem ter impacto na imagem externa de Portugal e no setor turístico, tendo em conta que os aeroportos constituem a principal porta de entrada no país para milhões de visitantes.

"Portugal é um Estado de direito e um dos grandes destinos turísticos europeus. Não podemos permitir que a primeira experiência de quem nos visita seja uma alegada burla ou intimidação. Isto cria insegurança, destrói a reputação do país e prejudica uma indústria da qual dependem milhares de portugueses", sustenta.

Francisco Gomes pede, assim, uma resposta das autoridades policiais e das entidades gestoras dos aeroportos, nomeadamente sobre as denúncias apresentadas, os mecanismos de fiscalização existentes e a utilização das imagens de videovigilância na identificação dos suspeitos.