"Não interessa quem fica com o mérito. Interessa que a esquadra aconteça"
A concretização da nova esquadra da PSP deve estar acima das divergências políticas e dos interesses eleitorais. A posição foi assumida por Carlos Ramos, deputado municipal do PSD, na sessão solene dos 525 anos da Ponta do Sol, onde reclamou uma solução transparente e concertada para um investimento considerado essencial à segurança da população.
Sem entrar na discussão sobre os valores apresentados ou sobre a responsabilidade pelos sucessivos atrasos, Carlos Ramos centrou a intervenção na necessidade de as entidades envolvidas ultrapassarem diferenças e trabalharem para viabilizar a obra. “A segurança não pode ser uma questão partidária. A segurança é uma questão de todos”, afirmou, defendendo que o processo seja tratado com “seriedade, responsabilidade, sentido de comunidade e, acima de tudo, transparência”.
O deputado social-democrata considerou que os pontassolenses esperam uma resposta que assegure maior proximidade policial e capacidade de intervenção no concelho. Por isso, advertiu contra mudanças de posição determinadas pelas circunstâncias políticas e contra tentativas de retirar dividendos eleitorais do processo. “Não interessa quem pode reclamar o mérito. Interessa é que a solução aconteça. Não podemos mudar de opinião consoante as circunstâncias e muito menos para fins eleitorais”, vincou.
Carlos Ramos aproveitou também a sessão para fazer uma avaliação positiva dos primeiros meses do executivo de Rui Marques, destacando uma “vontade clara de mudar, reorganizar e aproximar” a gestão municipal das necessidades concretas da população. Entre as medidas adoptadas,
apontou a reorganização dos serviços camarários, os novos apoios à educação, natalidade e creches, as bolsas universitárias de 1.100 euros e o reforço de 20% das verbas transferidas para as juntas de freguesia, agora enquadradas em protocolos plurianuais.
O deputado valorizou ainda a antecipação dos apoios ao movimento associativo, o investimento nas praias, o regresso do festival Aqui Acolá à sua génese e a articulação entre três municípios para reduzir os congestionamentos na rotunda da Ribeira Brava durante o Verão. Reconhecendo que a Assembleia Municipal é uma “casa de diferentes vozes”, Carlos Ramos concluiu que as divergências democráticas não devem afastar os eleitos da responsabilidade comum de “fazer o melhor que estiver ao nosso alcance pela Ponta do Sol e pelos pontassolenses”.
Pediu um auditório, uma escola na vila e a via expresso aos Canhas