Nó do Caniço concluído em Outubro após intervenção “inédita” em Portugal
Obra contempla duas rotundas, alargamento do tabuleiro e criação de uma segunda faixa na saída. Albuquerque destaca investimento de 30 milhões de euros na rede viária de Santa Cruz
A intervenção no nó do Caniço (Cancela) deverá estar plenamente concluída em Outubro, anunciou Miguel Albuquerque durante uma visita à obra. O projecto contempla a construção de duas rotundas, o alargamento do tabuleiro ao longo de cerca de 150 metros e a transformação da saída numa via com duas faixas de circulação.
O presidente do Governo Regional acredita que a nova configuração permitirá aumentar a fluidez do trânsito e melhorar o ordenamento e a distribuição dos veículos numa zona diariamente sujeita a forte pressão rodoviária.
“Significa maior fluência do trânsito, maior capacidade de ordenamento e distribuição a montante e a jusante”, salientou Miguel Albuquerque, enquadrando a empreitada na estratégia regional para melhorar as acessibilidades e a qualidade de vida das populações de Santa Cruz.
O governante destacou, igualmente, a complexidade técnica da intervenção, sobretudo devido à necessidade de alargar uma ponte em betão armado sem colocar em causa a estabilidade da estrutura e sem interromper a circulação automóvel.
“É uma intervenção inédita do ponto de vista técnico e muito delicada. Tivemos de alargar uma ponte construída em betão armado, metro a metro, sem pôr em causa a sua estabilidade”, explicou. Segundo Albuquerque, trata-se da primeira obra executada em Portugal nestas condições técnicas.
Apesar da dimensão dos trabalhos, a opção passou por manter o trânsito em funcionamento numa das zonas mais congestionadas do concelho. O Governo Regional admite agora prolongar por alguns metros a linha contínua, de forma a disciplinar as saídas e aumentar a segurança até à entrada do túnel.
Miguel Albuquerque aproveitou a visita para recordar que o investimento regional em arruamentos no concelho de Santa Cruz já atingiu os 30 milhões de euros. A este montante junta-se a ligação rodoviária entre a Boa Nova e a Somada, ainda em execução, que representa um investimento de aproximadamente 14 milhões.
“Só no concelho de Santa Cruz já investimos 30 milhões de euros em arruamentos. Ainda há quem diga que estamos a subinvestir. Só se for em défice de gargalhada ou em lirismo”, ironizou.
Entre as próximas prioridades rodoviárias, Albuquerque apontou a intervenção no nó de Santa Rita, tendo em conta a futura construção do Hospital Central e Universitário da Madeira. Estão também a ser desenvolvidos projectos para outros pontos críticos da via rápida, incluindo o nó do Campanário.
O governante anunciou ainda que deverá avançar a segunda fase da intervenção entre as Três Quebradas e o Amparo, integrada no futuro nó de Santa Rita, uma área que ganhará uma nova centralidade com a entrada em funcionamento do hospital, prevista para o início da próxima década.