Nova Direita alerta para fragilidades na ligação marítima Madeira-Porto Santo
A Nova Direita manifesta "a sua profunda preocupação relativamente às condições de segurança das viagens realizadas pelo navio 'Lobo Marinho', que assegura a ligação marítima entre a Madeira e o Porto Santo".
Em comunicado, o coordenador da Nova Direita para a Região Autónoma da Madeira, Paulo Azevedo, questiona: "Até que ponto é seguro continuar a viajar neste momento no Lobo Marinho, perante as avarias registadas e o tempo prolongado que os passageiros permanecem no mar?".
Para Paulo Azevedo, "a situação agora verificada demonstra as fragilidades de um
sistema que, ao longo dos anos, deveria ter sido preparado para responder
imediatamente a uma avaria desta natureza".
“Um dia tinha de acontecer. As máquinas avariam. A questão é saber por que
razão, depois de tantos anos, não existe uma solução alternativa devidamente
preparada para garantir a segurança e a continuidade da ligação entre a Madeira
e o Porto Santo", diz.
A Nova Direita considera que "a existência de uma segunda embarcação de apoio, mesmo de menor dimensão, poderia constituir uma alternativa para assegurar a ligação em situações de emergência ou de indisponibilidade do navio principal, à semelhança de soluções existentes noutras regiões insulares".
Paulo Azevedo considera "particularmente preocupante o facto de passageiros
pagarem por uma viagem e poderem permanecer cerca de três horas e meia no mar,
numa situação em que existe preocupação sobre a fiabilidade do navio".
A Nova Direita quer saber "qual é o plano de emergência caso ocorra uma nova avaria durante a viagem; o que acontece se o outro motor também sofrer uma avaria; qual é a capacidade efetiva de resposta da Autoridade Marítima; a Protecção Civil está preparada para responder rapidamente a uma situação
desta natureza"; que meios de socorro e evacuação estão disponíveis e quem fiscaliza e garante que as condições de segurança dos passageiros estão
efetivamente asseguradas".
No seu entender, "estas não são perguntas políticas. São perguntas de segurança pública que
merecem respostas concretas".
A Nova Direita irá ainda hoje fazer chegar às entidades competentes "um pedido
formal de esclarecimento sobre as condições de segurança destas viagens e os
mecanismos de resposta existentes perante uma eventual nova avaria".
Paulo Azevedo considera que "esta situação representa uma falta de respeito
pelos madeirenses e porto-santenses, que dependem desta ligação marítima e têm
o direito de saber se estão a viajar num serviço dotado de meios suficientes
para responder a situações de emergência".
A Nova Direita entende igualmente que "devem ser avaliadas as condições do actual
modelo de exploração da ligação marítima e a capacidade de resposta perante
avarias e necessidades de manutenção do navio".
Para Paulo Azevedo, o problema ultrapassa a avaria de um motor.
"O verdadeiro problema é a inexistência de uma alternativa suficientemente
robusta para garantir a ligação entre as duas ilhas quando o navio principal
fica condicionado", refere.
A Nova Direita defende que "os madeirenses e porto-santenses devem ter uma
ligação marítima segura, regular e com capacidade de resposta perante situações
imprevistas".
Paulo Azevedo afirma ainda que, "caso a Nova Direita venha a assumir
responsabilidades na Assembleia Legislativa da Madeira e no Governo Regional,
irá trabalhar para pôr termo ao actual modelo que considera um monopólio e
promover uma solução com concorrência, alternativas e maior segurança para os
passageiros".
"A segurança das pessoas não pode ficar dependente da sorte, nem de um único
navio", concluiu.