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Madeira

Juventude ADN questiona preparação da Madeira para fenómenos meteorológicos extremos

Foto DR/JAD
Foto DR/JAD

A Juventude ADN Madeira (JAD) questiona o Governo Regional sobre o grau de preparação da Região para enfrentar fenómenos meteorológicos extremos, como precipitação intensa, cheias rápidas, aluviões e derrocadas, pedindo esclarecimentos sobre a capacidade dos actuais sistemas de prevenção, alerta e resposta.

A posição foi transmitida pelo dirigente da JAD Tomás Carvalho, que esteve presente no evento promovido pelo PAN no Colégio dos Jesuítas, no Funchal, onde foi discutida a governação das alterações climáticas.

A JAD esclarece, hoje, que a questão colocada não parte do princípio de que a Madeira não dispõe de meios de protecção civil. Segundo a estrutura partidária, a Região dispõe de estruturas e instrumentos de protecção civil, mas importa avaliar se são suficientes, que vulnerabilidades foram identificadas e que medidas continuam por concretizar.

"É importante saber se os actuais sistemas de prevenção, alerta e resposta estão suficientemente preparados e testados para enfrentar os fenómenos extremos que conhecemos", defende a Juventude ADN.

A organização recorda que o próprio Governo Regional tem apontado a prevenção e a resiliência como prioridades na gestão dos riscos associados a fenómenos meteorológicos extremos.

A JAD cita ainda projecções do Observatório do Clima da Madeira, segundo as quais, entre 2021 e 2050, deverá verificar-se um agravamento dos fenómenos extremos de precipitação nos dois cenários analisados. O relatório estima um aumento médio da frequência destes fenómenos entre 22% e 49% até meados do século.

Para a Juventude ADN Madeira, a política climática não deve ficar limitada a metas de redução de emissões ou a compromissos de longo prazo. Na perspectiva da estrutura partidária, deve também traduzir-se em medidas de prevenção, planeamento territorial, sistemas de alerta eficazes e capacidade operacional para proteger pessoas e bens.

"Com os riscos que hoje conhecemos, está a Madeira suficientemente preparada e que vulnerabilidades continuam por resolver?", questiona a JAD, defendendo que a resposta deve passar por uma avaliação concreta dos sistemas existentes e pela identificação das áreas onde seja necessário reforçar a prevenção e a capacidade de resposta.