Madeira com os maiores crescimentos (11.6%) nos proveitos no alojamento turístico
Região Autónoma lidera a subida dos rendimentos, com o RevPAR a avançar 6,8% e o ADR a disparar 11,7%, apesar de uma quebra de 3,8 pontos percentuais na ocupação em Agosto
O alojamento turístico da Madeira registou em Agosto o maior crescimento de proveitos a nível nacional, segundo os dados das Estatísticas Rápidas da Atividade Turística divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Os proveitos totais aumentaram 11,6% face ao mesmo mês do ano anterior, enquanto os proveitos de aposento subiram 11,5%, muito acima da média nacional, que se ficou pelos 4,6% em ambos os indicadores.
A Madeira surge no topo da tabela regional, com 112 milhões nos totais dos quais 82,1 milhões foram de aposento, seguida do Alentejo (+10,6% nos proveitos totais e +10,4% nos de aposento). Em sentido contrário, a Grande Lisboa foi a única região a registar decréscimos (-1,6% nos proveitos totais e -1,9% nos de aposento).
A nível nacional, os proveitos totais ascenderam a 1,1 mil milhões de euros e os de aposento a 846,6 milhões de euros. O Algarve concentrou a maior fatia (36,3% dos proveitos totais), seguido da Grande Lisboa (18,6%) e do Norte (14,4%).
O desempenho da Madeira reflecte sobretudo a subida dos preços. O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) cresceu 11,7% na região, o maior aumento do país, quando a média nacional foi de 3,0%, fixando-se em 163,2 euros.
O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) da Madeira atingiu os 138,1 euros, o segundo valor mais alto do país, atrás do Algarve (180,0 euros) e à frente dos Açores (132,6 euros). Com uma subida de 6,8%, foi também o maior crescimento regional neste indicador, contra os 119,1 euros (+1,5%) registados no conjunto do país.
O reverso da medalha é a ocupação. A taxa líquida de ocupação-cama na Madeira fixou-se em 73,5%, a segunda mais elevada do país, mas registou uma descida de 3,8 pontos percentuais face a agosto do ano passado. A ocupação-quarto sofreu igual recuo (-3,8 p.p.). Trata-se da maior quebra entre as regiões, com exceção da Península de Setúbal, que teve o maior decréscimo na ocupação-cama (-6,2 p.p.). A tendência acompanha o resto do país, onde as taxas de ocupação mantêm uma trajetória de decréscimo há 13 meses.
Na Madeira, as dormidas totalizaram 1,04 milhões (+0,8%), sendo 818,3 mil de não residentes (+0,3%) e 223,4 mil de residentes (+2,6%), este último um dos maiores crescimentos regionais neste segmento. A Madeira continua a ter a estada média mais longa do país, com 4,75 noites (a média nacional é de 2,81), e de 4,98 noites entre os não residentes.
Contudo, importa referir que os dados das dormidas do INE excluem os alojamentos locais com menos de 10 camas, algo que a DREM continua a realçar, uma vez que fazem a diferença.
"Na Região Autónoma da Madeira (RAM), o alojamento turístico registou, em Agosto de 2026, a entrada de 254,6 mil hóspedes, os quais geraram 1.399,1 mil dormidas" - quase 395 mil dormidas face aos números do INE -, "traduzindo-se em variações homólogas de +5,0% e +3,3%, respectivamente", esclarece a Direção Regional de Estatística da Madeira. "O segmento da hotelaria concentrou 65,1% do total de dormidas (910,2 mil), registando um crescimento homólogo de 1,3%. Por sua vez, o número de dormidas no alojamento local (32,9% do total) subiu 8,1%, enquanto o turismo no espaço rural (2,0% do total) desceu 3,5%, em termos homólogos".
E acrescenta: "Em termos acumulados, na Região, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram variações de +8,8% e de +8,3%, respectivamente, totalizando, de Janeiro a Agosto de 2026, 648,6 milhões de euros e 466,4 milhões de euros, pela mesma ordem."
Em Portugal, o sector do alojamento turístico recebeu 3,9 milhões de hóspedes (+1,9%) e 10,9 milhões de dormidas (+1,7%). As dormidas de residentes aumentaram 1,5%, para 3,9 milhões, e as de não residentes 1,9%, para 7,0 milhões. Nos primeiros oito meses do ano, os proveitos totais nacionais atingiram 5.129,0 milhões de euros (+5,1%) e os de aposento 3.951,9 milhões de euros (+4,8%).