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Madeira

ADN questiona baixa escolaridade na Madeira

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O ADN Madeira questiona os resultados das políticas de qualificação desenvolvidas na Região, depois de dados do Eurostat indicarem que, em 2025, 48,7% da população madeirense entre os 25 e os 64 anos tinha, no máximo, o ensino secundário inferior.

A percentagem, embora abaixo dos 51,7% registados em 2024, permanece bastante acima da média da União Europeia, de 18,8%. A Madeira surgia entre as regiões europeias com valores mais elevados, atrás de Mayotte e dos Açores.

O partido chama também a atenção para os dados relativos à formação de adultos. No ano lectivo 2024/2025, 1.516 pessoas participaram em cursos de ensino recorrente, Educação e Formação de Adultos (EFA), formações modulares e processos RVCC. A participação nos EFA caiu 9,5% e nos processos RVCC diminuiu 11% face ao ano anterior.

Para o ADN, estes números justificam uma avaliação do alcance e dos resultados das políticas de qualificação, nomeadamente quanto ao número de adultos que concluem os programas e obtêm certificação.

"Ao fim de quase 50 anos, a Madeira já não pode contentar-se em dizer quantos programas existem. Tem de explicar porque é que quase metade dos adultos continua com baixa escolaridade", afirma Maíza Fernandes, responsabilizando politicamente a continuidade da governação do PSD na Região.