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Madeira

Jorge Afonso Freitas trava acordo formal com o Chega

Vereador do Funchal confirma entendimento verbal, mas condiciona formalização à garantia da sua autonomia técnica e intelectual

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Jorge Afonso Freitas esclareceu, através de comunicdo, que não existe qualquer acordo formalmente assinado com o Chega Madeira e garante que continuará como vereador independente na Câmara Municipal do Funchal enquanto não estiver salvaguardada a sua autonomia técnica e intelectual.

O autarca confirma que existiram conversações e que foi alcançado “um entendimento verbal” sobre uma eventual aproximação política, mas sublinha que este não foi passado a escrito.

No centro das reservas está a relação com a actual estrutura regional do Chega na área das autarquias. Jorge Afonso Freitas recusa que uma eventual integração partidária implique ter de responder politicamente, em matérias autárquicas, ao responsável do partido por esta área, que considera não possuir “formação, habilitações ou currículo profissional comparáveis” aos seus.

O vereador invoca cerca de 30 anos de experiência na administração autárquica, incluindo funções nas áreas do urbanismo e ordenamento do território, várias comissões de serviço e experiência como docente no ensino superior.

“Não vou passar de vereador independente a vereador do Chega para perder a minha independência intelectual e técnica”, afirma, ressalvando que não está em causa “qualquer questão pessoal”.

Jorge Afonso Freitas deixa, assim, a formalização do entendimento em suspenso: “Enquanto não estiver garantida a minha autonomia intelectual e técnica, não haverá formalização de qualquer acordo por escrito.”