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Francisco Gomes diz que Chega não desistirá de acabar com IMI e Adicional do IMI

Foto DR/CH
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O deputado madeirense Francisco Gomes reafirma que o Chega (CH) pretende abolir o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e o Adicional ao IMI (AIMI), acusando PSD e CDS de terem votado contra as propostas apresentadas pelo partido na Assembleia da República.

Francisco Gomes, que integra a Comissão de Orçamento e Finanças, afirma em nota de imprensa esta segunda-feira, que a eliminação do IMI faz parte da posição política do CH desde 2019 e recorda que a medida foi apresentada no Parlamento em Maio de 2020, tendo voltado a ser proposta em 2022, 2023 e Novembro de 2025, durante a discussão do Orçamento do Estado para 2026.

"O IMI é um imposto profundamente injusto. Uma família trabalha durante décadas, paga a casa ao banco, paga impostos sobre o rendimento com que a comprou, paga impostos na própria aquisição e, mesmo depois de a casa ser sua, o Estado continua todos os anos a cobrar-lhe pelo simples direito de ser proprietária. Para o CHEGA, isto tem de acabar", afirma o deputado.

Em Janeiro deste ano, o partido voltou a apresentar a proposta na Assembleia da República, através do Projeto de Lei n.º 341/XVII, visando a eliminação do IMI. No mês seguinte, apresentou também uma iniciativa para a abolição do AIMI.

O parlamentar acusa PSD e CDS de bloquearem sucessivamente as propostas do CH, defendendo que a tributação sobre a propriedade continua a representar um encargo para as famílias.

"PSD e CDS podem chumbar uma, duas ou dez vezes. Nós apresentaremos a proposta onze vezes se for necessário e a nossa diferença é simples: eles querem administrar o imposto, ao passo que nós queremos acabar com ele", afirma Francisco Gomes.

O deputado garante que o partido continuará a levar a abolição do IMI e do AIMI ao Parlamento até reunir uma maioria que permita aprovar as medidas.

"Não queremos um IMI um bocadinho mais baixo nem mais uma coleção de exceções e benefícios. Queremos IMI zero e AIMI zero", conclui.