Jorge Afonso Freitas admite regresso ao Chega, mas sem acordo fechado
Vereador independente diz que aceitou convite para comício de rentrée e está disponível para “ponderar um eventual regresso” ao partido
Jorge Afonso Freitas admite a possibilidade de regressar ao Chega, mas esclarece que ainda não existe um acordo definitivo nesse sentido. O vereador independente da Câmara Municipal do Funchal (CMF) afirma que aceitou o convite para estar presente no comício de rentrée do partido e que manifestou disponibilidade para discutir o seu eventual regresso, mas rejeita que tenha ficado acordada a sua formalização já na próxima reunião de Câmara.
“Assumi a palavra de honra de que estaria presente no referido comício e também manifestei a minha disponibilidade para ponderar um eventual regresso ao Chega. Contudo, nunca dei a minha palavra de honra de que esse regresso aconteceria já na próxima quinta-feira”, esclarece, num comunicado divulgado hoje.
Segundo Jorge Afonso Freitas, o que foi colocado em cima da mesa foi “a possibilidade de iniciar um processo de diálogo e de renegociação de condições”, que deverá decorrer “com serenidade, responsabilidade e sem precipitações”.
O vereador diz ainda que as suas propostas relativas a um eventual acordo foram discutidas e, “segundo o meu entendimento, acordadas verbalmente”, mas ressalva não ter recebido confirmação escrita “nem da totalidade das condições” que apresentou. Por isso, afirma não considerar responsável anunciar um regresso definitivo sem “clareza sobre as condições, os compromissos e os termos concretos de qualquer eventual entendimento”.
Jorge Afonso Freitas passou a exercer o mandato como independente em Fevereiro, depois de ter cessado a militância no Chega, na sequência de divergências com a estrutura regional do partido.
O vereador esclarece, por outro lado, que não estará presente na próxima reunião da CMF, “por motivos de saúde já comunicados”, pelo que não haverá nessa sessão qualquer formalização da sua parte relativamente a um eventual regresso ao partido.
“Este é um processo que deverá ser feito com calma e responsabilidade. A pressa é inimiga da perfeição”, acrescentou.
Até que seja alcançado ou não um entendimento, Jorge Afonso Freitas diz manter o estatuto de vereador independente, comprometendo-se a continuar o mandato “com responsabilidade, independência e respeito pelos eleitores que me confiaram essa representação”.
Agradecimento a Miguel Castro
No comunicado, o vereador dedica também uma parte a Miguel Castro, deixando-lhe uma palavra de “reconhecimento pessoal e político”. Recorda que foi durante a presidência de Castro que integrou as listas do Chega à CMF e à Junta de Freguesia do Monte.
“Por esse facto, e independentemente das divergências que posteriormente surgiram, deixo-lhe o meu muito obrigado”, declarou.
Jorge Afonso Freitas considera ainda que a saída de Miguel Castro deixou o Chega Madeira “num momento particularmente delicado”, defendendo que o seu contributo para a “afirmação e projeção” do partido na Região deve ser reconhecido.