Ministério Público acusa homem de violação e roubo no Caniçal
Homem, de 32 anos, encontra-se em prisão preventiva
O homem, de 32 anos, detido em Janeiro deste ano pelas suspeitas de violação e roubo no Caniçal foi agora acusado pelo Ministério Público da prática dos dois crimes.
Nesta segunda-feira, 6 de Julho, o Ministério Público deduziu a acusação, em que aponta que o arguido terá atraído a vítima à sua residência sob o pretexto de pretender contratar os seus serviços sexuais. Já no interior da habitação, terá recorrido a uma faca, que encostou ao pescoço da ofendida, ameaçando-a de morte e obrigando-a a manter relações sexuais contra a sua vontade.
Segundo o Ministério Público, após a agressão sexual, o arguido terá ainda coagido a vítima a "transferir-lhe dinheiro através da aplicação MBWay".
A acusação refere que a ofendida apenas acedeu às exigências do arguido por se encontrar "dominada pelo medo e recear pela sua vida".
O inquérito foi dirigido pela unidade de Santa Cruz do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) da Madeira, com a coadjuvação da Polícia Judiciária do Funchal.
O arguido permanece em prisão preventiva enquanto aguarda os ulteriores termos do processo.
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De salientar que o caso foi noticiado pelo DIÁRIO a 8 de Janeiro, quando a Polícia Judiciária anunciou a detenção do suspeito.
Na ocasião, a investigação indicava que o homem teria marcado um encontro com a vítima através de um site de serviços sexuais e, já no Caniçal, a terá ameaçado com uma arma branca para a obrigar a manter relações sexuais e a efectuar uma transferência de dinheiro através do MBWay.
A PJ adiantou ainda que o suspeito já estava referenciado por crimes de violência doméstica e violação e encontrava-se sujeito a vigilância através de Dispositivo de Identificação Pessoal (DIP).
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