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FPF faz denúncia ao Ministério Público face a factos relatados por Duarte Gomes

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A demissão do ex-árbitro madeirense Duarte Gomes levou a Federação Portuguesa de Futebol a remeter para o Ministério Público os factos relatados pelo antigo diretor técnico, informou hoje o organismo, em comunicado.

"Os Presidentes dos Órgãos Sociais da Federação Portuguesa de Futebol (Direção, Mesa da Assembleia Geral, Conselho de Justiça e Conselho de Disciplina) remeteram de imediato os factos relatados para o Ministério Público, cumprindo o disposto no n.º 1 do artigo 6.º do Regime Jurídico da Integridade do Desporto", refere a FPF.

Na sexta-feira, Duarte Gomes apresentou renúncia ao cargo de diretor técnico da arbitragem na FPF e os motivos alegados, em participação formal ao organismo, levaram agora a federação a expor a situação junto do Ministério Público.

O n.º 1 do artigo 6.º do Regime Jurídico da Integridade do Desporto refere a denúncia obrigatória "sempre que os agentes desportivos tenham conhecimento ou suspeitem de comportamentos antidesportivos contrários aos valores da verdade, da lealdade e da correção e suscetíveis de alterar de forma fraudulenta uma competição desportiva ou o respetivo resultado".

Publicamente, o antigo árbitro não revelou os motivos da demissão, mas a decisão hoje da FPF em remeter a situação para o Ministério Público no âmbito da Regime Jurídico da Integridade do Desporto levanta suspeição no setor da arbitragem.

Também no comunicado de hoje, a FPF indica que o Conselho de Justiça reunirá hoje para analisar a participação disciplinar remetida pelo Presidente do Conselho de Arbitragem [Luciano Gonçalves] e que os seus órgãos "aguardam as conclusões das diligências a serem efetuadas pelas entidades competentes".