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Madeira

“Porto Moniz ficou a ganhar” com mudança de presidente

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Foto DR

Com Emanuel Câmara na primeira fila, o presidente da Assembleia Municipal do Porto Moniz, João Carlos Conceição, afirmou que o concelho “ficou a ganhar” com a mudança na presidência da Câmara, destacando o percurso de Emanuel Câmara na Assembleia da República e elogiando a liderança do actual autarca, Olavo Câmara.

Durante a sessão solene comemorativa do 191.º aniversário do concelho, João Carlos Conceição reconheceu o “mérito e excelente trabalho” desenvolvido pelo anterior presidente, a quem se referiu como amigo, mas defendeu que a transição permitiu ao Porto Moniz reforçar a sua representação política em duas frentes.

“Ganhámos um excelente deputado na Assembleia da República, com intervenções muito direccionadas para a defesa dos madeirenses e porto-santenses e que, não tenho dúvidas, terão impacto positivo no nosso dia-a-dia”, afirmou, numa referência a Emanuel Câmara.

No plano local, destacou a chegada de um presidente jovem, que descreveu como próximo da população, enérgico, dinâmico, responsável e determinado.

“A nível local, ganhámos um jovem presidente que trabalha com proximidade, energia, dinamismo, garra e responsabilidade e que, com as suas boas políticas, reforçará o trabalho do anterior executivo”, declarou.

João Carlos Conceição considerou ainda que deverá ser motivo de orgulho para Emanuel Câmara ver o filho assumir a liderança do município, acrescentando que também o concelho se orgulha de ter Olavo Câmara como presidente.

A intervenção ficou igualmente marcada por uma mensagem dirigida aos jovens, num ano em que se assinalam os 50 anos da Autonomia e os 52 anos da democracia.

O presidente da Assembleia Municipal reconheceu as dificuldades enfrentadas pelas novas gerações, apontando a falta de acesso à habitação, a precariedade laboral, a ansiedade perante o futuro e o afastamento da participação política.

Apesar desse cenário, salientou que o Porto Moniz está bem representado por jovens nos lugares de decisão, procurando demonstrar que existe espaço para uma nova geração assumir responsabilidades na vida pública.

João Carlos Conceição recordou que, há 53 anos, a realidade era “muito pior” e defendeu que a resposta aos actuais problemas não pode passar pelo enfraquecimento das conquistas democráticas.

“Por isso, a democracia é para continuar e solidificar e a Autonomia é para reforçar”, afirmou.

O responsável alertou ainda para a existência de políticas nacionais que, no seu entender, não favorecem nem salvaguardam o aprofundamento da Autonomia regional, defendendo uma posição firme na defesa dos interesses da Madeira.