Sindicato diz que greve do pessoal técnico de apoio à infância ronda os 95%
A greve dos técnicos de Apoio à Infância convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA) está a registar uma adesão de cerca de 95%, segundo o coordenador regional da estrutura sindical, Nelson Pereira.
Em declarações ao DIÁRIO, o dirigente sindical faz um balanço "bastante positivo" do primeiro dia de paralisação, referindo que há "muitas escolas fechadas" e outras a funcionar apenas parcialmente, com "metade ou mais das salas encerradas".
Estamos com cerca de 95% de adesão à greve, muitas escolas fechadas, outras abertas, mas com metade das salas ou mais de metade das salas fechadas. Nelson Pereira, coordenador regional do STFPSSRA
A paralisação decorre hoje e amanhã e é a única que se mantém activa, depois de os outros dois sindicatos envolvidos nas negociações com a Secretaria Regional de Educação terem suspendido a greve na sequência da assinatura de um memorando de entendimento.
Nelson Pereira justificou a decisão do STFPSSRA em manter a forma de luta, alegando que o sindicato não foi chamado a participar nas negociações que conduziram ao referido memorando.
"Nós nem sequer fomos contactados nem chamados para esse suposto memorando. O que queremos não são memorandos nem boas intenções, mas sim respostas concretas", sustentou.
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão a revisão da carreira dos técnicos de Apoio à Infância, incluindo a valorização salarial, a implementação de um suplemento remuneratório, a revisão do conteúdo funcional e outras alterações consideradas necessárias para adequar a profissão às exigências actuais.
O responsável sindical defendeu ainda que os trabalhadores pretendem conhecer o calendário e os termos concretos das negociações. "Dizer apenas que se vai negociar A, B ou C não chega. Queremos saber quando começam as negociações e se o Governo está disposto a ouvir os trabalhadores", afirmou.
Questionado sobre o facto de a adesão abranger também profissionais associados a outras estruturas sindicais, Nelson Pereira lembrou que a greve "é para todos os trabalhadores" e considerou que os números demonstram o descontentamento existente no setor.
"O que tenho visto é que os trabalhadores não aceitaram memorandos de boas intenções. Querem medidas concretas e uma negociação séria", acrescentou.
O coordenador regional do STFPSSRA admitiu ainda que poderão ser avançadas novas formas de luta caso o Governo Regional mantenha a actual posição.
Se o Governo continuar a ignorar os trabalhadores, haveremos de estabelecer outras formas de luta para que sejam ouvidos. Nelson Pereira, coordenador regional do STFPSSRA