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Messi reconhece improbabilidade de enfrentar Yamal numa final

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Foto Lusa

Lionel Messi, o avançado e capitão da seleção argentina de futebol, reconheceu hoje a improbabilidade de reencontrar Lamine Yamal numa final de um Campeonato do Mundo, anos depois de ter partilhado uma fotografia para o FC Barcelona.

"O Lamine joga num clube que eu amo, a que desejo sempre o melhor. É uma referência mundial e, com 19 anos, tem toda uma carreira pela frente e, agora, tem uma oportunidade de conseguir algo histórico, que nós vamos tentar evitar que seja desta vez", afirmou Messi.

O jogador do Inter Miami, de 39 anos, reconheceu a improbabilidade do encontro com o avançado 'culé', com quem partilhou a imagem agora icónica.

"Essa fotografia é uma loucura, porque é difícil ter uma foto com um bebé e, depois, enfrentá-lo num Mundial. A verdade é que é uma loucura. Ele é um dos melhores do mundo, sem dúvida, e desejo-lhe muita sorte, porque isso também é o bem do FC Barcelona", vincou o autor de oito golos no Mundial2026.

A Argentina, campeã em 1978, 1986 e 2022, procura tornar-se na segunda seleção de sempre a revalidar um título mundial, depois do Brasil em 1962, na sua sétima final, marcada para domingo, no Estádio MetLife, em East Rutherford, partir das 15:00 (20:00 em Lisboa).

"Tentaremos fazer um bom jogo, para que ele [Lamine] não possa apresentar a sua melhor versão. Apesar de difícil, vamos tentar", prometeu Messi, na conferência de imprensa de antevisão do jogo decisivo da 23.ª edição do Campeonato do Mundo.

O selecionador argentino, Lionel Scaloni, desvalorizou a importância da experiência de ter disputado a final anterior, no Qatar, no embate com a Espanha.

"Eles também têm jogadores que jogam em grandes palcos. Quando a bola começa a rolar, os jogadores esquecem a pressão. Não creio que seja uma dificuldade, pelo contrário. Não é fundamental ter a experiência de ter jogado uma final, até porque eles também disputaram as dos Europeu e da Liga das Nações", relativizou.

O técnico campeão do mundo reconhece a necessidade de a Argentina apresentar " a melhor versão", destacando o feito "extremamente precioso e emocionante" de ter unido uma nação.

"Redescobrimos algo extremamente precioso, ou seja, o facto de as pessoas assistirem aos nossos jogos pela televisão, com a camisola da Argentina vestida, abraçados", referiu Scaloni, ilustrando o feito com a comunhão entre adeptos de clubes rivais como Boca Juniors e River Plate ou entre Newell's Old Boys e Rosario Central.

Pela frente, a Argentina vai deparar-se com a Espanha, que vai disputar a sua segunda final de um Campeonato do Mundo, depois do triunfo em 2010, na África do Sul, sob arbitragem do esloveno Slavko Vincic.