Técnicas de Apoio à Infância avançam para greve nos dias 20 e 21 de Julho
As Técnicas de Apoio à Infância da Região Autónoma da Madeira vão cumprir dois dias de greve, a 20 e 21 de julho, numa paralisação convocada pelo SINTAP Madeira, que acusa a tutela de não cumprir os compromissos assumidos relativamente à valorização da carreira.
No cartaz divulgado esta sexta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos refere que, ao longo dos últimos anos, privilegiou o diálogo institucional, apresentando propostas, solicitando reuniões e participando nos processos negociais com a Secretaria Regional de Educação.
Segundo o sindicato, nas reuniões realizadas com a tutela "foi assumido o compromisso de apresentar soluções para a valorização da carreira das Técnicas de Apoio à Infância, incluindo a actualização da tabela remuneratória", já prevista no Orçamento da Região Autónoma da Madeira, além da revisão do conteúdo funcional e outras matérias discutidas entre as partes.
Contudo, o SINTAP Madeira afirma que os prazos inicialmente definidos "foram ultrapassados" e que os compromissos continuam sem concretização. “As respostas continuam por chegar”, refere o sindicato, apontando ainda para a inexistência de qualquer documento concreto por parte da tutela.
Perante esta situação, as profissionais decidiram avançar para a greve, alegando que a paralisação constitui uma forma de "defender os seus direitos e exigir respeito pela profissão".
Entre as principais reivindicações constam a valorização e actualização da tabela remuneratória da carreira, a correcção das injustiças verificadas na transição para a carreira, com recuperação dos pontos SIADAP-RAM considerados indevidamente perdidos, e a revisão e clarificação do conteúdo funcional, eliminando a atribuição de tarefas de limpeza que entendem pertencer a outras carreiras.
O sindicato reivindica ainda a actualização das portarias relativas aos rácios de pessoal, a abertura de concursos, admissões e mobilidades, bem como a adopção de medidas que reconheçam e minimizem o desgaste físico e psicológico associado às funções desempenhadas.
A participação do pessoal não docente nos órgãos das escolas do 1.º Ciclo e a criação de novas carreiras especiais ajustadas às necessidades da rede escolar da Região são igualmente apontadas como prioridades.
Sob o lema “O nosso trabalho faz a diferença todos os dias”, o SINTAP Madeira apela à adesão das trabalhadoras, considerando que a greve representa uma luta pela dignificação da profissão, pelo respeito devido às Técnicas de Apoio à Infância e pelo cumprimento dos compromissos assumidos pela tutela.