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Madeira

SINTAP cancela greve das Técnicas de Apoio à Infância, mas STFPSSRA mantém paralisação

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O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos - Secção Regional da Madeira (SINTAP) cancelou, esta quarta-feira, o pré-aviso de greve das Técnicas de Apoio à Infância (TAI), agendada para os dias 20 e 21 de Julho.

Na origem da decisão está a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a Secretaria Regional de Educação, Ciência e Tecnologia, o SINTAP e o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública da RAM (STFP-RAM), que prevê o desenvolvimento do processo legislativo para a revisão e actualização da carreira das TAI.

Em declarações ao DIÁRIO, a coordenadora regional do SINTAP explica que a decisão foi tomada porque "a maior parte das reivindicações que estavam a ser negociadas com a tutela foram salvaguardadas"..

"O SINTAP tem a obrigação de retirar o pré-aviso de greve", afirma.

Ainda assim, sublinha que a luta não termina com este acordo. "Não há carreiras perfeitas e há coisas que ficaram por fazer, mas nós não paramos e vamos continuar as nossas reivindicações, como é o caso da questão do direito ao voto do pessoal não docente nas escolas do 1.º ciclo para a eleição dos órgãos de direcção", acrescenta.

Já o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA), que diz não ter sido convocado para a assinatura do memorando, garante que mantém o pré-aviso de greve.

Sindicato acusa Governo Regional de ignorar reivindicações dos Técnicos de Apoio à Infância

Trabalhadores mantêm greve marcada para os dias 20 e 21 de Julho

Carolina Rodrigues , 15 Julho 2026 - 16:54

"O memorando para nós não nos diz nada. Estamos em contacto permanente com os trabalhadores e um grande grupo não aceita este tipo de negociações nem este memorando. Mantemos a greve. Primeiro porque o sindicato não foi chamado a negociar e, depois, porque os trabalhadores também querem manter a greve", afirma o coordenador regional, Nelson Pereira.

Questionado sobre o número de associados representados pelo sindicato, Nelson Pereira admite que "não somos muitos", mas refere que, nos últimos dias, tem aumentado a procura por sindicalização. "Nos últimos três dias rondam os 20 trabalhadores", indica.