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Madeira

Chega acusa Governo Regional de promover "imigração descontrolada"

Foto DR/CH
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O deputado do Chega (CH) eleito pela Madeira à Assembleia da República, Francisco Gomes, acusou o Governo Regional da Madeira de "promover uma política de imigração descontrolada", alegando que esta visaria "responder a interesses de grupos hoteleiros e do sector da construção civil". O parlamentar exigiu ainda ao Governo da República a adopção de medidas urgentes para travar a entrada de imigrantes na Região.

As declarações foram proferidas durante uma audição ao ministro da Presidência, Leitão Amaro, na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República.

Segundo o deputado, nos últimos quatro anos a Madeira mais que duplicou o número de imigrantes residentes, com um aumento na ordem dos 160%. Francisco Gomes associou esta evolução a um agravamento da insegurança, da criminalidade, da pressão sobre a habitação e da precariedade laboral na Região.

"O Governo Regional abriu as portas da Madeira porque prefere servir os interesses dos grandes grupos hoteleiros e das construtoras amigas do regime do que defender a segurança, a identidade e a qualidade de vida dos madeirenses", declarou o parlamentar.

O deputado do CH acusou também o Governo da República de assistir passivamente ao fenómeno migratório na Região, exigindo uma mudança de rumo nas políticas nacionais de imigração.

"O Estado não pode continuar a fingir que nada se passa. A Madeira não aguenta mais imigração descontrolada e o governo tem a obrigação de travar este processo antes que os problemas se agravem ainda mais", afirmou.

Na sua intervenção, Francisco Gomes voltou a apontar ao Centro Islâmico da Madeira, afirmando que a instituição estaria a angariar fundos para a construção de uma mesquita, de uma escola islâmica e de um cemitério islâmico. O deputado sustentou que estas iniciativas não corresponderiam à vontade da maioria da população madeirense.

"Os madeirenses não querem assistir à expansão do islamismo na Região, nem ver a identidade cultural da Madeira descaracterizada. Quem governa tem o dever de ouvir o povo e não interesses ideológicos", disse, acrescentando que "os madeirenses não querem o Islão na Madeira".