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Madeira

Albuquerque defende novo parque empresarial para Câmara de Lobos

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Miguel Albuquerque defendeu hoje a criação de um novo parque empresarial em Câmara de Lobos, considerando que os actuais espaços de acolhimento empresarial do concelho já atingiram o limite da sua capacidade. A declaração mereceu aplausos dos empresários que completam a plateia do auditório do Museu de Imprensa

A posição foi assumida durante a cerimónia de homenagem às empresas instaladas nos parques empresariais do PEZO e de Câmara de Lobos, promovida pela Madeira Parques Empresariais no âmbito das comemorações dos seus 25 anos.

O presidente do Governo Regional recordou que os parques empresariais existentes apresentam níveis de ocupação muito elevados, situação que exige uma resposta para continuar a acolher novos investimentos e empresas interessadas em instalar-se no concelho.

“Os parques empresariais estão cheios. A solução é criarmos outro”, afirmou.

Miguel Albuquerque manifestou concordância com a necessidade de expandir a capacidade de acolhimento empresarial de Câmara de Lobos, defendida pelo presidente da autarquia, Celso Bettencourt.

O governante apontou a zona da Quinta Grande como uma das possibilidades para receber futuras infraestruturas empresariais, numa estratégia que visa acompanhar o crescimento económico da Região e a procura por espaços destinados à actividade produtiva.

Durante a intervenção, Albuquerque destacou que a Madeira atravessa um período de forte dinamismo económico, sustentado no investimento privado e na criação de emprego.

“Quem arrisca, quem investe, quem é empreendedor e quem cria emprego são os empresários”, afirmou, reiterando que o apoio ao sector empresarial continuará a ser uma prioridade do Governo Regional.

O presidente do executivo voltou a destacar as vantagens competitivas da Região, nomeadamente o diferencial fiscal de 30% no IRC e no IRS, bem como a ausência de derrama, factores que considera determinantes para a atracção de investimento.

Albuquerque sublinhou ainda que a Madeira regista crescimento económico consecutivo há quase cinco anos acima da média nacional, defendendo que esse desempenho resulta da conjugação entre investimento privado, estabilidade e políticas de apoio à actividade económica.

Apesar dos indicadores positivos, alertou para o excesso de burocracia “bizantina”, que classificou como o principal entrave ao investimento e ao desenvolvimento económico.

“O maior perigo ao desenvolvimento económico continua a ser a burocracia”, afirmou.

A cerimónia ficou também marcada pela distinção de 67 empresas instaladas nos parques empresariais do PEZO e de Câmara de Lobos, ambos actualmente com taxa de ocupação de 100%, reforçando os argumentos apresentados para a criação de novas áreas empresariais no concelho.