Dez porcos para alimentar a festa
Assador de Santa Maria da Feira regressa ao Mercado Quinhentista com expectativa de forte procura ao longo do fim-de-semana
Com dez porcos de cerca de 90 quilos preparados para serem assados ao longo do fim-de-semana, a banca de porco no espeto volta a marcar presença no Mercado Quinhentista de Machico, apostando este ano em animais de maior dimensão para responder à procura esperada de milhares de visitantes.
Nesta tarde de sexta-feira marcada por muito sol e apenas uma ligeira brisa que ameniza o calor, o aroma da carne assada começa já a misturar-se com os restantes cheiros e sons da recriação histórica que transforma o centro de Machico num cenário quinhentista.
Vindos de Santa Maria da Feira, os responsáveis pela banca não são estreantes nestas andanças. Com experiência em viagens medievais e outros eventos realizados no continente, regressam ao Mercado Quinhentista confiantes de que a procura voltará a corresponder às expectativas.
A principal diferença em relação ao ano passado está no tamanho dos animais. Em 2025 foram assados 12 porcos com cerca de 70 quilos cada. Este ano, a opção passou por reduzir a quantidade para dez exemplares, mas aumentar significativamente o peso, que ronda agora os 90 quilos por animal.
O processo exige tempo, técnica e atenção permanente. Entre o assar e o corte em fatias finas, cada porco representa várias horas de trabalho. A operação é contínua e repetitiva, obrigando a virar a carne, retirar camadas à medida que ficam prontas e repetir o procedimento ao longo de quatro a cinco horas.
Os trabalhos arrancam diariamente pelas 13 horas e podem prolongar-se até perto da meia-noite. Os responsáveis recordam que, em edições anteriores, as filas chegaram a manter-se até às últimas horas da noite, cenário que esperam voltar a assistir este ano.
Apesar da confiança nas vendas, admitem que tudo dependerá da afluência do público e do ritmo de consumo ao longo dos próximos dias. Ainda assim, acreditam que os dez porcos preparados serão suficientes para satisfazer a maioria dos pedidos durante o evento.
Mais do que uma actividade comercial, a participação tem também uma componente de apoio a uma iniciativa local ligada à comunidade escolar. Uma forma, dizem, de voltar a Machico para colaborar com uma causa da terra, ao mesmo tempo que mantêm viva uma tradição gastronómica que já conquistou lugar cativo no Mercado Quinhentista.