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Madeira

Albuquerque defende maior flexibilidade laboral

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O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerquennconsidera que a greve em curso, que está a afectar vários serviços, constitui “um direito que os trabalhadores têm”, garantindo que foram requisitados os serviços mínimos necessários.

Questionado sobre a paralisação, o chefe do executivo madeirense disse que o Governo está a acompanhar a situação e que, nesta fase, importa aguardar pela evolução da greve.

“É um direito que os trabalhadores têm. Nós requeremos e temos a funcionar os serviços mínimos e, neste momento, vamos aguardar qual é a evolução da greve”, declarou.

Albuquerque foi também questionado sobre o pacote laboral contestado pelos trabalhadores, tendo reiterado a posição já assumida publicamente. O governante considerou que a discussão em torno da proposta se desviou do essencial, nomeadamente por se ter concentrado durante meses em matérias que classificou como “aspectos laterais”.

“A forma como foi negociado durante nove meses o pacote laboral, incidindo sobre um direito que é o direito à amamentação, veio camuflar um princípio fundamental, que é a necessidade de termos uma legislação laboral adaptada aos serviços e às empresas de nova geração, designadamente as tecnológicas”, afirmou.

Para Miguel Albuquerque, o grosso do pacote laboral apontava para uma adaptação da legislação portuguesa a modelos existentes em países nórdicos, com maior flexibilidade e maior capacidade de resposta por parte das empresas.

“O que é fundamental é ter mais flexibilidade e ter maior capacidade de as empresas poderem crescer e, sobretudo, contratar as novas gerações”, sublinhou.

O presidente do Governo Regional lamentou, por isso, que, após nove meses de concertação social, a discussão tenha ficado centrada em matérias que, no seu entender, não correspondem ao essencial da reforma laboral.