Sindicato denuncia "despacho ilegal" que decreta serviços mínimos na ARM
O SITE - CSRA (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas) denuncia, através de comunicado, aquele que considera ser um "despacho ilegal" por parte da ARM, que impõe serviços mínimos para a Greve Geral marcada para 3 de Junho de 2026.
"Estamos diante de uma «repetição da ilegalidade» como aconteceu na última greve geral e que a Fiequimetal accionou junto do Tribunal Administrativo da Madeira, através de providência cautelar", aponta o sindicato, que afirma que estamos a reiterar e repetir o abuso de poder, sendo uma violação do direito constitucional à greve.
O sindicato dá conta de que reuniu, a 28 de Maio, com a Direcção Regional de Trabalho, com o Conselho de Administração da ARM – Águas e Resíduos da Madeira SA e outras Federações Sindicais com vista à negociação de serviços mínimos. O SITE afirmou que mantinha as condições de serviços mínimos das greves de 28 de Fevereiro e de 3 de Março do ano passado. No entanto, tal foi negado, com a justificação de que "a Estação da Meia Serra não cumpre serviços mínimos neste acordo, e que está presentemente em causa a sustentabilidade ambiental na Região".
"No final da reunião, sem acordo para os serviços mínimos foi comunicado a esta estrutura sindical uma nova «ameaça» de despacho conjunto por parte da ARM e Governo Regional, como aconteceu na última Greve Geral DE 11 de Dezembro de 2025". No entender do sindicato, estamos perante um ataque ao direito à greve.