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Itália decreta isolamento de homem regressado da RDC por suspeita de contágio pelo vírus que causa o ébola

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O Ministério da Saúde de Itália decretou hoje o isolamento de um habitante da ilha da Sardenha por se suspeitar que o homem, regressado da República Democrática do Congo (RDC), foi contagiado pelo vírus que causa o ébola.

O homem, residente em Cagliari, encontra-se em isolamento num hospital local, na Sardenha.

O cidadão regressou de Kinshasa, capital da RDC, onde se está a verificar um surto de ébola, uma febre hemorrágica altamente contagiosa.

A pessoa aterrou em Roma no sábado e, de seguida, apanhou um voo para a ilha italiana, onde informou que tinha tido febre e tosse ligeira durante alguns dias.

Segundo a autoridade de saúde italiana, o homem visitou familiares em Kinsasa no início de maio, sem nunca sair da cidade.

A zona onde se está a verificar o surto, a província de Ituri, fica longe da capital.

Embora os resultados dos testes ainda se encontrem por conhecer, a situação não é considerada preocupante pela autoridade de saúde italiana.

Em comunicado, o Ministério da Saúde italiano garante que continuará a atualizar a informação em função da evolução da situação epidemiológica e insiste que o risco em Itália continua a ser muito baixo.

Até ao momento, as duas pessoas que realizaram testes no hospital Sacco, em Milão, depois de regressarem do Uganda, apresentaram resultados negativos para o Ébola.

Com mais de 100 milhões de habitantes, a República Democrática do Congo declarou em 15 de maio um surto de ébola, que está a afetar uma parte do seu vasto território e que levou Organização Mundial de Saúde (OMS) a declarar uma emergência de saúde pública de âmbito internacional.

O vírus que causa o ébola já foi detetado em três províncias e no vizinho Uganda, onde foram confirmados dois novos casos na sexta-feira, elevando o número total de casos confirmados no país da África Oriental para nove.

Na RDC foram registadas 246 mortes e mais de mil casos suspeitos, de acordo com um relatório divulgado na quinta-feira pelo Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças, a agência para a área da saúde da União Africana (UA).

No sábado, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu às comunidades afetadas no leste da RDC para que encontrem soluções adaptadas às suas circunstâncias específicas, relançado que as autoridades devem dizer às pessoas o que fazer, mas "também ouvi-las" para se conseguir uma resposta mais eficaz ao vírus.