Reitor pede mais atenção ao trabalho realizado na Universidade da Madeira
“O problema da universidade é sobretudo orçamental”, afirma Sílvio Fernandes
Sílvio Fernandes, reitor da Universidade da Madeira, defendeu, esta tarde, a necessidade de dar maior visibilidade e reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela instituição, sublinhando o contributo da academia na resolução em problemas que afectam a Região e quem a visita.
À margem da cerimónia do Dia da Universidade da Madeira, o responsável destacou que a UMa tem vindo a afirmar-se como uma universidade "moderna e virada para a sociedade", que desenvolve investigações aplicada em áreas como o Aeroporto da Madeira, as levadas, a saúde ou a transformação digital. "Gostava que dessem mais atenção àquilo que é produzido aqui na Universidade da Madeira", afirmou, defendendo que o conhecimento gerado deve ser considerado na tomada de decisões políticas.
No decorrer do seu discurso, que mereceu aplausos da plateia, o reitor evidenciou a importância da universidade no percurso académico e pessoal dos estudantes, bem como o papel da instituição no desenvolvimento regional e nacional. Houve ainda espaço para o reconhecimento dos trabalhadores distinguidos com medalhas pelos 25 anos de serviço, num momento simbólico de valorização interna.
Sílvio Fernandes sublinhou também a evolução da universidade nos últimos anos, destacando o crescimento do número de alunos, que são cerca de 4.300 actualmente, e a oferta formativa diversificada, com mais de 70 cursos entre licenciaturas, mestrados, doutoramentos e formações técnicas. Ainda assim, apontou o financiamento como o principal constrangimento, referindo que o orçamento base ronda os 15 milhões de euros, atingindo cerca de 23 milhões com receitas próprias.
“O problema da universidade é sobretudo orçamental”, afirmou, mostrando-se confiante num reforço futuro, nomeadamente através da majoração prevista para regiões ultraperiféricas. Segundo o reitor, esse apoio será determinante para reforçar a investigação, atrair talento e aproximar a instituição das universidades de média dimensão a nível nacional.
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No que diz respeito às infraestruturas, destacou os avanços nas residências universitárias, com a requalificação de espaços existentes e a construção de novas unidades, que deverão entrar em funcionamento no próximo ano lectivo.
A abertura de 21 vagas para professores de carreira ainda este ano foi outro dos pontos assinalados, sendo vista como um passo importante para a estabilidade da instituição e para o reforço da sua capacidade científica e pedagógica.