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Madeira

Financiamento anual da UMa pode chegar até aos 20 milhões e meio de euros

Governo da República anuncia aumento progressivo do financiamento a partir de 2027, com majoração até 30% para compensar custos da insularidade

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Foto Rui Silva/ASPRESS

O financiamento da Universidade da Madeira poderá atingir os 20,5 milhões de euros nos próximos anos, num reforço progressivo anunciado pela secretária de Estado da Educação, Ciência e Inovação, Helena Canhão, à margem da cerimónia do Dia da Universidade, que decorreu esta tarde no Colégio dos Jesuítas, no Funchal.

Actualmente fixado nos 15,8 milhões de euros, o orçamento da instituição será aumentado de forma gradual, começando com uma majoração anual de cerca de 10%. “Vamos fazer um aumento progressivo com uma majoração que por ano será cerca de 10% até atingir um valor que gostaríamos que chegasse aos 30%”, explicou a secretária de estado. Esse crescimento permitirá elevar o financiamento até um tecto máximo de aproximadamente 20,5 milhões de euros. No entanto, o reforço só começará a ter impacto a partir do Orçamento do Estado de 2027, reflectindo-se no ano lectivo 2027/2028.

Helena Canhão justificou esta aposta com os desafios específicos da insularidade, sublinhando que tanto a Madeira como os Açores enfrentam constrangimentos que exigem um tratamento diferenciado. “A insularidade acaba por ter desafios que justificam este reforço”, afirmou, garantindo que o Governo da República pretende reforçar o papel estratégico da universidade no desenvolvimento regional e nacional.

Durante a sessão solene, Helena Canhão destacou ainda o percurso da instituição ao longo de quatro décadas, considerando-a “um centro de conhecimento estratégico” em áreas como o mar, a biodiversidade, as alterações climáticas, o turismo sustentável e as tecnologias digitais. “A Universidade da Madeira tem-se afirmado como uma instituição essencial para a Região Autónoma e para o país”, disse, acrescentando que o futuro da Região depende da capacidade de “gerar conhecimento, fixar talento jovem e transformar ciência em inovação”.

Na ocasião, anunciou também um conjunto de reformas em curso no ensino superior e no sistema científico, incluindo a criação de uma nova agência para a investigação e inovação e a revisão da legislação do sector, com o objectivo de aproximar o conhecimento científico das empresas e da economia.