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Polícia britânica pede desculpa após algemar estudante mortalmente esfaqueado

FOTO DR
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A polícia britânica pediu hoje desculpa por ter algemado um estudante de 18 anos que morreu depois de ter sido esfaqueado em Southampton, no sul de Inglaterra, num caso polémico no Reino Unido.

O Tribunal Criminal de Southampton considerou Vickrum Digwa, de 23 anos, culpado pelo homicídio de Henry Nowak, morto a 03 de dezembro de 2025 quando regressava a casa após uma saída noturna.

Segundo a acusação, Digwa utilizou um 'kirpan', punhal tradicional usado por homens da religião sikh, para esfaquear a vítima na parte de trás das pernas e depois no peito.

Pouco depois de ter sido atingido, Henry Nowak foi algemado por agentes da polícia de Hampshire, que apenas iniciaram manobras de primeiros socorros cerca de três minutos depois, quando o jovem perdeu a consciência.

"Quero pedir desculpa e dizer que lamento que Henry não tenha podido ser salvo naquela noite. Lamento que tenha sido algemado e preso nos momentos que antecederam a perda de consciência", afirmou o vice-chefe da polícia de Hampshire, Robert France, depois do veredicto.

O responsável policial alegou, contudo, que os agentes foram "induzidos em erro pelas mentiras" do agressor, que afirmou inicialmente ser vítima de um ataque com motivações raciais.

Durante o julgamento, Digwa alegou ter atuado em legítima defesa depois de ter sido alvo de insultos e agressões, declarando-se inocente.

O procurador Nicholas Lobbenberg rejeitou essa versão, classificando as acusações de racismo como uma "mentira hedionda" e afirmando que o arguido "treinava com armas desde os 12 anos".

A sentença de Digwa será conhecida na segunda-feira.

O caso provocou forte reação nas redes sociais e críticas de figuras políticas e mediáticas da direita britânica e norte-americana.

Na passada semana, o empresário norte-americana Elon Musk disse estar disposto a financiar uma ação judicial contra a polícia de Hampshire.

Já Robert Jenrick, dirigente do partido anti-imigração Reform UK, considerou o pedido de desculpas da polícia insuficiente e pediu a divulgação das imagens captadas pelas câmaras corporais dos agentes.

O ativista de extrema-direita Tommy Robinson também exigiu a publicação das gravações.

O caso está neste momento a ser investigado pelo organismo britânico independente de supervisão da atuação policial.